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25/08/2010 - 10h00

Empresa chinesa teria alertado sobre segurança em aeroporto de Yichun

A maior companhia aérea chinesa, China Southern, havia alertado no ano passado sobre as condições de segurança no aeroporto Lindu, na cidade de Yichun, onde um avião da Henan Airlines fabricado pela Embraer se acidentou na noite de terça-feira, matando ao menos 42 pessoas.

Segundo um relato publicado pelo Diário da Juventude de Pequim e reproduzido por agências de notícias internacionais, a China Southern teria decidido, em setembro do ano passado, mudar da noite para o dia o seu único voo para o aeroporto Lindu, na cidade de Yichun.

A decisão teria ocorrido poucos dias após a inauguração do aeroporto, na província de Heilongjiang, no norte da China, em agosto de 2009.

Um comunicado da companhia postado na internet cita a preocupação com o terreno no entorno do aeroporto, com a iluminação da pista de pouso e com as condições climáticas no local, e recomenda que não houvesse voos noturnos no aeroporto.

Segundo relatos locais, havia um intenso nevoeiro na região na noite de terça-feira, e a visibilidade estaria limitada a 300 metros.

Caixa-preta
As autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira que a caixa-preta do avião que se acidentou na véspera foi encontrada.

O avião da Henan Airlines, de fabricação da empresa brasileira Embraer, levava 91 passageiros e 5 tripulantes quando se partiu em dois no momento do pouso no aeroporto da cidade de Yichun.

A aeronave ERJ-190 pegou fogo após ultrapassar a cabeceira da pista de pouso.

As causas do acidente ainda permanecem incertas, mas autoridades presentes no local citam o nevoeiro ou supostos problemas com o avião.

Uma equipe da Embraer foi enviada ao local para ajudar nos trabalhos de investigação sobre as causas do acidente.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o diretor-geral da Henan Airlines, Li Qiang, foi demitido pela companhia após o acidente.

Sobreviventes
Imagens da TV estatal chinesa mostravam nesta quarta-feira equipes de resgate fazendo buscas entre os destroços do avião.

Sobreviventes do acidente relataram à mídia chinesa terem vivido momentos de terror quando a aeronave tentou, sem sucesso, pousar no aeroporto em meio a um intenso nevoeiro.

"O avião começou a balançar de uma maneira assustadora. Balançou umas cinco ou seis vezes bem forte", disse um sobrevivente entrevistado em sua cama no hospital pela rede estatal CCTV.

"Depois que paramos, as pessoas no fundo do avião entraram em pânico e correram para a frente", disse outro sobrevivente à CCTV.

"Estávamos tentando abrir as portas de emergência, mas elas não abriam. Então a fumaça começou a entrar... dentro de dois ou três minutos, não podíamos mais respirar. Eu sabia que alguma coisa ruim estava acontecendo", disse o sobrevivente.

O vice-prefeito de Tichun, Wang Xuemei, disse à CCTV que dos 54 feridos, três estavam em estado grave.

O piloto do avião está entre os sobreviventes, mas não foi capaz de falar porque sofreu graves ferimentos na face.

Padrões de segurança
A Henan Airlines é uma sociedade entre a chinesa Shenzhen Airlines e o grupo americano Mesa Air.

O correspondente da BBC em Pequim Chris Hogg observa que a China vem registrando uma expansão rápida nas companhias aéreas domésticas nos últimos anos.

Na última década, o número de passageiros domésticos na China mais do que triplicou.

Os padrões de segurança aérea no país também melhoraram, e o último acidente aéreo grave na China havia ocorrido há seis anos, quando um avião caiu em um lago congelado perto da cidade de Baotou, no norte do país, matando as 53 pessoas a bordo e 2 pessoas no solo.

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