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26/08/2010 - 04h31

Militar dos EUA diz que Taleban atacará estrangeiros ajudando o Paquistão

  • Sobreviventes das enchentes no Paquistão fazem fila para receber alimento

    Sobreviventes das enchentes no Paquistão fazem fila para receber alimento

Um militar de alto escalão dos Estados Unidos disse que o Taleban no Paquistão está planejando atacar estrangeiros que ajudarem na ajuda humanitária aos afetados pelas enchentes no país.

O militar, que pediu para não ter seu nome revelado, disse à BBC que o Taleban planeja "realizar ataques contra estrangeiros participando dos esforços presentes nas operações humanitárias no Paquistão".

Ele também disse que "ministros do governo federal em Islamabad" estão sob ameaça.

Este é o primeiro alerta do governo americano sobre ameaça do Taleban no Paquistão desde o começo das enchentes. Na semana passada, o governo paquistanês havia alertado que a tragédia no país pode fortalecer grupos de insurgentes, como o Taleban.

Doações

Os Estados Unidos estão entre os países que enviaram doações ao Paquistão. A Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos afirma ter doado US$ 150 milhões para as vítimas das enchentes.

A ONU afirma que mais de 17 milhões de pessoas já foram afetadas pelas enchentes provocadas pelas chuvas de monções deste mês, e cerca de 1,2 milhão de casas foram destruídas.

Cerca de cinco milhões de paquistaneses não têm abrigo e precisam urgentemente de barracas para se protegerem do sol.

O Paquistão recebeu a promessa de mais de US$ 700 milhões em ajuda internacional.

No norte do Paquistão, o nível das águas já está diminuindo e a ONU solicitou mais helicópteros para ajudar 800 mil pessoas que estão sem conseguir receber comida e mantimentos.

Há temores de que as chuvas fortes que atingiram o norte do país se desloquem para o sul.

Na região de Thatta, na província de Sindh, no sul do país, dezenas de vilas ficaram submersas e 200 mil pessoas tiveram que deixar a área.

Na terça-feira, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, disse que o Paquistão está enfrentando "a pior calamidade pública da sua história".

A ONU estima que 1,6 milhões de pessoas foram afetadas por doenças relacionadas à má qualidade da água, como cólera, diarréia e disenteria.

"Só no último dia, mais de 100 mil pessoas ficaram doentes e precisaram de algum tipo de tratamento", disse à BBC o porta-voz da Organização Mundial da Saúde.

O governo paquistanês está negociando nesta semana em Washington com o FMI um pacote de empréstimo no valor de US$ 11 bilhões. O impacto das enchentes é grande no setor agrícola do Paquistão, já que 17 mil quilômetros quadrados de terra foram destruídos.

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