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14/09/2010 - 12h35

Irã anuncia libertação de americana acusada de entrar ilegalmente no país

O Irã anunciou nesta terça-feira a libertação da americana Sarah Shourd, detida há 14 meses sob acusação de espionagem, informou a imprensa estatal de Teerã.

Segundo a rede de televisão Press TV, citando a promotoria iraniana, Shourd foi entregue aos cuidados da Embaixada da Suíça em Teerã (que representa os interesses americanos no país), o que ainda não foi confirmado pela representação diplomática.

O advogado de Shourd, Masoud Shafii, confirmou sua libertação, mas disse que ela permanecia na prisão cumprindo trâmites para sua saída.

No domingo, a Justiça iraniana determinara que Shourd seria libertada sob pagamento de fiança de US$ 500 mil (R$ 858 mil), por estar com a saúde debilitada.

Não está claro se a quantia foi de fato paga, mas a promotoria disse em seu site que recebeu uma garantia bancária de pagamento.

Shourd, 32, e dois americanos, Shane Bauer, 28, e Josh Fattal, 28, foram detidos em 31 de julho de 2009 na região da fronteira ente o Irã e o Iraque, por supostamente entrarem ilegalmente em território iraniano.

Suas famílias alegam que os três entraram em território iraniano por engano, durante uma caminhada pelas montanhas do Curdistão iraquiano.

Teerã, no entanto, acusa - ainda que não formalmente - o grupo de espionagem, crime punido com a morte no país.

Saúde Shourd tinha um problema de saúde que pode ter evoluído para um nódulo no seio durante sua detenção, segundo seu advogado. Essa alegação levou a Justiça a permitir sua libertação sob fiança.

Nos últimos dias, houve relatos contraditórios quanto a sua libertação, e a mídia estatal chegou a anunciar o cancelamento da soltura, por problemas em procedimentos legais.

Já os outros dois americanos tiveram sua prisão estendida por mais dois meses, segundo a agência Isna, e devem ir a julgamento.

Na última segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA saiu em defesa dos americanos.

"Não acreditamos que eles sejam culpados de qualquer crime. O Irã teve mais tempo do que o necessário para investigar o porquê de eles terem cruzado uma fronteira não demarcada", disse o porta-voz P. J. Crowley.

Diplomata dissidente Também nesta terça, um diplomata iraniano baseado na Bélgica anunciou que vai se unir à dissidência e pedir asilo na Noruega.

Em entrevista coletiva em Oslo, Farzad Farhangian disse que quer ajudar a oposição iraniana.

"Anuncio oficialmente aos mártires do Movimento Verde (como é conhecida a oposição) e aos prisioneiros políticos inocentes que ainda estão na prisão por conta dos eventos ocorridos desde o ano passado (em referência às eleições de junho de 2009), que decidi renunciar. Apesar do fato de que estarei colocando a minha segurança e a da minha família em perigo, levarei adiante (minha decisão)", disse Farhangian.

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