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18/06/2011 - 07h43

Radiação faz técnicos suspenderem operação para filtrar água em Fukushima

A empresa que opera a usina nuclear de Fukushima Daiichi, no leste do Japão, suspendeu uma operação crucial para limpar água contaminada, poucas horas depois do início dos trabalhos, devido aos altos níveis de radioatividade.

Na operação, os engenheiros da Tokyo Electric Power Company (Tepco) estão tentando lidar com mais de 100 mil toneladas de água, o equivalente a 40 piscinas olímpicas, que correm o risco de transbordar e levar material radioativo para o mar.

Fukushima foi danificada no terremoto de magnitude 9,0, seguido por um tsunami, que atingiu o Japão em 11 de março deste ano. O vazamento de material radioativo no mar e na atmosfera causou a evacuação das áreas mais próximas à usina.

Enormes piscinas se formaram embaixo da usina depois que os técnicos usaram jatos d'água para resfriar os reatores nucleares, que, com a falta de energia elétrica em Fukushima, corriam o risco de entrar em colapso.

A suspensão dos trabalhos neste sábado ocorreu apenas cinco horas depois de seu início, depois que os níveis de radiação em uma máquina usada para filtrar o césio da água aumentou mais rápido que o esperado, afirma o correspondente da BBC em Tóquio Roland Buerk.

Um porta-voz da Tepco disse que, enquanto os técnicos não descobrirem a razão do aumento da radiação, a operação não poderá ser retomada. Mesmo assim, o porta-voz afirma que esta demora não seria longa a ponto de causar um adiamento de "semanas".

Buerk afirma que resolver o problema das grandes piscinas de água contaminada é um passo fundamental para controlar a crise atômica que se instaurou em Fukushima depois do desastre natural de março.

Urgência

O correspondente da BBC diz que a Tepco tem urgência em realizar esta operação, pois a temporada de chuvas no Japão já começou, o que aumenta o risco de transbordamento das piscinas contaminadas.

Apesar dos problemas que enfrenta para conter o vazamento em Fukushima, que ainda persiste, a Tepco afirma que os três reatores deverão ser desativados com total segurança até janeiro de 2012, no máximo.

O governo do Japão afirma que mais de 15 mil pessoas morreram devido ao terremoto e ao tsunami que se seguiu, enquanto mais de 8 mil continuam desaparecidas.
 

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