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04/09/2007 - 06h14
Crescimento de população ortodoxa preocupa israelenses

Israel enfrenta um crescente dilema demográfico em relação aos judeus ortodoxos: a população não pára de crescer, aumentando a pressão sobre a defesa do país, uma vez que o grupo não presta serviço militar.

Os judeus ortodoxos vivem em um mundo à parte da moderna Jerusalém Ocidental, dedicando suas vidas aos estudos da lei e pensamento judaicos, praticando o que acreditam ser a forma mais pura de judaísmo.

O crescimento da população palestina é visto como um problema para Israel, mas o crescimento da população ortodoxa - quase três vezes maior do que do restante da população - começa a apresentar um dilema.

Em um país em que todos os adolescentes de 18 anos devem prestar serviço militar, e que enfrentou seis grandes conflitos com seus vizinhos e enfrentou duas Intifadas palestinas, o crescimento da população ortodoxa gera preocupações.

Os ultra-ortodoxos não são obrigados a prestar o serviço militar para que possam continuar seus estudos religiosos.

Antes, o grupo representava uma pequena minoria da população, mas agora eles correspondem a mais de 10% dos israelenses em idade de servir o Exército. O governo calcula que, até 2019, eles chegarão a 25% dos jovens de 18 anos.

O ex-vice primeiro-ministro Yosef Lapid, líder do partido secular Shinui, representa eleitores israelenses que questionam se a ortodoxia não está, na verdade, minando o Estado israelense.

"Não tenho nada contra eles por causa da religião", diz Lapid. "Mas sou totalmente contra o fato de eles não prestarem serviço militar. Eles representam Deus no país de Deus, mas não defendem o país de Deus".

Nas yeshivas, as escolas religiosas judaicas, a visão é diferente: os ortodoxos acreditam que o país tem necessidades espirituais - assim como tem necessidades físicas - e que nenhum serviço é mais importante do que o estudo religioso.

Segundo o rabino Moshe Feldman, os israelenses seculares não entendem a visão de mundo dos religiosos.

"Se você olhar toda a história do povo israelense, ela não pode ser explicada em termos físicos. O que nos fez sobreviver todo este tempo? Nós realmente acreditamos que teve a mão de Deus em nossa história", diz ele.

O rabino deixa claro, no entanto, que não vive em uma "terra de sonhos", em que apenas Deus cuida dos judeus e onde Israel não precisa de um Exército.

"É preciso um equilíbrio. E o equilíbrio é que você tem que estar tão preocupado com sua sobrevivência física quanto com sua sobrevivência espiritual." Mas a pressão sobre a economia é outra preocupação - a maior parte dos judeus ortodoxos são pobres e muitos deles dependem da ajuda do governo até para obter alimentos. Segundo dados do governo, aparentemente dois a cada três judeus ortodoxos não têm emprego remunerado.

Cada vez mais, os israelenses se perguntam até que ponto a situação é sustentável.

Segundo o sociólogo Menachem Friedman, ou os judeus ortodoxos mudam seu estilo de vida, ou o "governo vai forçá-los" a contribuir mais para a economia e defesa.

"Manter a situação atual provavelmente não será possível", diz ele.

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