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15/03/2008 - 03h00
Protestos contra domínio chinês deixam 10 mortos no Tibete

Pelo menos dez pessoas morreram durante os protestos que ocorreram na sexta-feira contra os mais de 50 anos de domínio chinês no Tibete, segundo informações da agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

De acordo com a agência, os mortos eram "civis inocentes que queimaram até morrer". Entre os mortos estavam dois funcionários de um hotel e dois comerciantes.

Neste sábado o clima era de calma, depois que manifestantes liderados por monges e forças de segurança entraram em confronto em Lhasa, capital do Tibete.

As autoridades chinesas disseram que vão "reagir com firmeza" caso novos protestos voltem a ocorrer nas próximas horas. Elas ainda negaram que a polícia tenha atirado contra manifestantes que atearam fogo em lojas de proprietários chineses.

De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, Dan Griffiths, um homem teria tentado entrar no prédio da BBC na capital chinesa neste sábado com fitas contendo cenas da violência registrada na sexta-feira, mas foi impedido por guardas chineses.

O correspondente diz não saber para onde o homem foi levado e o que "poderá acontecer com ele".

Dalai Lama
Os violentos choques da sexta-feira encerraram uma semana inteira de manifestações contra a China. Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos no Tibete.

Os manifestantes perseguiram chineses que vivem na cidade, acenderam fogueiras para incendiar seus pertences, realizaram saques e queimaram lojas.

De acordo com testemunhas, os manifestantes assumiram o controle do centro velho da cidade de Lhasa.

As autoridades chinesas acusaram o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, de organizar os protestos.

"Houve suficientes sinais que provam que a recente sabotagem em Lhasa foi organizada, premeditada e planejada pelo bando do Dalai", diz uma mensagem do governo regional do Tibete divulgada pela Xinhua.

Um porta-voz do líder espiritual tibetano rebateu a declaração e disse que as acusações são "totalmente infundadas".

Mais cedo, o Dalai Lama divulgou uma mensagem em que manifestou preocupação com os recentes episódios de violência no território.

O líder espiritual, que na Índia lidera o governo tibetano no exílio, pediu que o governo chinês "pare de usar a força e inicie um diálogo com o povo tibetano para minimizar o ressentimento há muito crescente".

"Eu também peço a meus colegas tibetanos que não façam uso da violência", completou o Dalai Lama.

Adesão
Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão de pessoas comuns.

Outros protestos foram registrados inclusive fora do Tibete - há informações de que centenas de monges realizaram uma marcha na província chinesa de Gansu, e, na Índia, a polícia prendeu cerca de 25 pessoas que tentaram invadir a embaixada chinesa em Déli.

Autoridades de países europeus e em Washington pediram que a China seja tolerante com os manifestantes.

Em um comunicado, Louise Arbour, a alta comissária da ONU para direitos humanos, também pediu a Pequim que "permita que os manifestantes exercitem seu direito de liberdade de expressão e reunião, sem fazer qualquer uso excessivo da força na manutenção da ordem".


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