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28/02/2006 - 03h49
Viradouro constrói desfile para disputar campeonato


Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Viradouro aproveitou bem o público quente deixado pela Mangueira e saiu, como sua antecessora, sob os gritos de "é campeã" da avenida. Com samba fácil, belas fantasias e enredo simples, sobre arquitetura, a escola de Niterói pode não ficar com o primeiro lugar mas é candidata a voltar no próximo sábado, no desfile das campeãs, e esquecer o amargo oitavo lugar de 2005.

A rainha da bateria, Juliana Paes, como nos bons tempos de Luma de Oliveira, deu um show à parte e dominou o desfile, levantando a arquibancada e repetindo a abertura de um corredor pelos músicos para ela passar, para delírio da platéia.

O carnavalesco Milton Cunha era só entusiasmo ao sair do desfile, que trouxe do castelo à favela, passando pelo museu de Oscar Niemeyer na terra de Araribóia a construções futuristas.

"O carro da favela foi para mim o mais importante, adorei fazer", elegeu, ao ser perguntado qual o principal momento do desfile. Ele destacou que desta vez a concepção do enredo foi mais difícil, por ter que reproduzir fielmente as obras arquitetônicas e não apenas inventar. "Ser realista é muito mais difícil", avaliou. O carro representando uma favela veio com muros grafitados, tijolos aparentes, lixos, janelas com marcas de bala perdida, piscinas de plástico, gatos nos postes de luz, tênis pendurados nos fios, entre outras características comuns das favelas.

A Viradouro foi apenas uma vez campeã mas sempre consegue boas colocações. Desta vez, para chegar mais perto do título, caprichou nas fantasias e alegorias, apesar de algumas deixarem a desejar, como os chapéus simulando a ponte Rio-Niterói e outras com feitios enigmáticos. Os oito carros no entanto foram bem cuidados e traduziam bem a intenção de contar a história da arquitetura.

Outro destaque foi a Comissão de Frente, assinada pelos coreógrafos Deborah Colker e Ulysses Cruz, onde 14 bailarinos e um ator simbolizavam as cidades dançando através de portas espelhadas e usando guarda-chuvas. Os ensaios duraram três meses e, segundo Deborah, deram o melhor resultado até agora nos seus três anos de Viradouro,.

"É um ano mais maduro, fizemos com mais tranquilidade, conseguimos fazer o que a gente queria", explicou a coreógrafa que já fez também, por três anos, a coreografia da comissão de frente da Mangueira, hoje de Carlinhos de Jesus. A Viradouro foi a terceira escola a se apresentar no segundo dia de desfile e até o momento tem apenas Mangueira e Beija-Flor como sérias concorrentes. Mas ainda desfilam nesta segunda-feira Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos da Tijuca, Império Serrano e Portela.

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