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27/02/2006 - 02h48
Salgueiro abre desfile na Sapucaí sem muita empolgação


RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Salgueiro abriu o primeiro dia de desfile do Grupo Especial do Carnaval carioca, neste domingo, sem muita empolgação do público, apesar do refrão forte do samba e da criatividade de sempre dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia, que fizeram espermatozóides fecundarem óvulos no meio da avenida e habitantes do microcosmos ganharem tamanhos gigantes.

O presidente da escola, Luiz Augusto Duran, culpou o preço dos ingressos pelo pouco entusiasmo do público, que ele alegou ser bem diferente do que frequenta os ensaios técnicos gratuitos na Marques de Sapucaí, que já se tornaram um dos programas mais atrativos da cidade e de onde o Salgueiro saiu consagrado nos últimos meses.

"O público que tem grana para pagar esses ingressos não decora o samba, vem só ver o espetáculo", justificou. Ele negou que o fato de ter sido a primeira escola do dia tenha contribuído para o desfile morno na Sapucaí. "Uma grande escola como a nossa sempre levanta o público", afirmou.

Um problema com um dos carros, que não chegou a prejudicar o desfile, iniciou um pequeno tumulto rapidamente contornado. Com muitas cores, principalmente cor de abóbora, e pouco vermelho, ao contrário do ano passado, quando o fogo foi o tema e lhe garantiu um quinto lugar, o enredo "Microcosmos: o que os Olhos não Vêem o Coração Sente" trouxe para a avenida aranhas na comissão de frente representando a teia da vida. Houve poucos destaques famosos, com as atrizes Luana Piovani e Carol de Castro (rainha de bateria) reinando absolutas e levantando as arquibancadas, e muitos bichinhos minúsculos, como gafanhotos, pequenos peixes, cavalos-marinhos e formigas, estas representadas por crianças que começam uma nova geração na escola.

"Esta é a minha bisneta", apresentava orgulhosa Zuleika dos Santos, 85 anos, 40 de Salgueiro, a componente mais idosa da velha-guarda da escola. A pequena Eduarda de Souza, 7 anos, era uma das felizes formiguinhas que desfilavam pela primeira vez. "Já é a quarta geração da minha família a desfilar", disse Zuleika emocionada sem conter as lágrimas no final do desfile.

Alguns componentes na dispersão olhavam desanimados os últimos carros que chegavam, sem esconder a decepção com algumas fantasias que caíram pelo caminho e carros que deram problemas. Um deles, por exemplo, não conseguiu se acoplar com outro, como o planejado, e teve que desfilar separado.

Mesmo assim, a escola passou no tempo regulamentar, mas saiu da avenida sem deixar muita saudade. A curiosidade com a próxima que viria, a Acadêmicos da Rocinha, já tomava a atenção da platéia que pareceu ter gostado do Salgueiro, mas em nenhum momento arriscou o grito de "é campeã", que costuma cercar a favorita.

(Por Denise Luna)

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