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Em busca de suas raízes, Vila Isabel homenageará Martinho da Vila em 2021

Martinho da Vila, na Unidos de Vila Isabel - Lucas Landau/UOL
Martinho da Vila, na Unidos de Vila Isabel Imagem: Lucas Landau/UOL
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

Especial para o UOL, no Rio

02/03/2020 14h16

Mal terminou o Carnaval 2020, e as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro já começam a se movimentar para a disputa de 2021. Em meio às contratações e dispensas de praxe, já surge o primeiro enredo que promete causar expectativa na Sapucaí. Após um decepcionante oitavo lugar, a Unidos de Vila Isabel irá homenagear Martinho da Vila em seu próximo desfile.

Seguindo o exemplo de Portela (que falou sobre Clara Nunes em 2019) e Mocidade (que desfilou Elza Soares neste ano) e vindo de dois desfiles com enredos patrocinados sobre cidades (Petrópolis e Brasília), a azul e branca quer uma reaproximação com suas raízes e, para isso, um tema sobre o seu maior baluarte seria a oportunidade perfeita. O carnavalesco Edson Pereira está mantido e irá para o seu terceiro ano à frente do barracão da Vila.

Outra escola que divulgou enredo foi a Mocidade Independente de Padre Miguel. No sábado das campeãs, um pouco antes de seu desfile, o presidente da escola, Flávio Santos, anunciou que a verde e branca, terceira colocada em 2020, terá o azeite como tema. Segundo o mandatário, o enredo terá uma pegada afro.

A Portela, sétima colocada, garantiu a renovação dos contratos dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage e, por outro lado, anunciou a dispensa do coreógrafo Carlinhos de Jesus. A comissão de frente da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira foi extremamente penalizada pelos jurados, perdendo quatro décimos que foram cruciais para a agremiação não retornar ao Desfile das Campeãs.

Após três anos na São Clemente, o carnavalesco Jorge Silveira anunciou a sua saída da escola e ainda não tem destino certo. Outra dúvida a ser sanada nos próximos dias é onde ficará Leandro Vieira. O artista, há cinco anos na Mangueira, neste ano deu duplo expediente e também foi campeão da Série A pela Imperatriz Leopoldinense. Nos bastidores, comenta-se que Leandro poderá tomar o rumo da verde, branca e dourada, que venceu o desfile de acesso e voltará para o Grupo Especial em 2021.