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Anderson Baltar


Virada de mesa: 3 escolas mudam de ideia, mas definição sairá em Assembleia

Desfile da Imperatriz Leopoldinense - Júlio César Guimarães/UOL
Desfile da Imperatriz Leopoldinense Imagem: Júlio César Guimarães/UOL
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

Colunista

26/06/2019 22h12

Em plenária realizada na noite desta quarta-feira (26), a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) voltou a discutir a questão do não-rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense. A decisão, tomada na Assembleia Geral realizada no dia 3 de junho, seria ratificada por ata, mas três das oito escolas que votaram a favor da "virada de mesa" mudaram de opinião: Unidos da Tijuca, União da Ilha do Governador e Paraíso do Tuiuti. Porém, como uma plenária não tem o poder de modificar a decisão de uma Assembleia, a decisão não pôde ser ratificada pela Liga.

"Fizemos uma reunião para confirmar a ata e enviar para o Ministério Público por conta do Termo de Ajustamento de Conduta. Mas, três escolas pediram para alterar o voto. Tudo isso será anexado ao material que será entregue ao procurador", afirmou o presidente da Liesa, Jorge Castanheira.

Com o fechamento da ata, o prazo final da multa de R$ 750 mil estipulada pelo MP vence nesta sexta-feira. A Liesa tentará, desta forma, postergar o prazo da multa e fazer com que a mesma aguarde a próxima Assembleia.

De acordo com o estatuto, para ser válida, a Assembleia a ser convocada deverá respeitar o prazo prévio de oito dias de publicação de anúncio em jornal de grande circulação. A partir daí, nesta instância, a votação será retomada. A se confirmar os votos manifestados pelas escolas, a Imperatriz Leopoldinense deverá ser rebaixada. Segundo Castanheira, as agremiações mudaram de opinião por conta da repercussão negativa da virada de mesa.

Mesmo com a reviravolta, Castanheira afirmou que está demissionário e estipulou um prazo de um mês para fazer a transição. "Depois, o vice-presidente (Zacarias Siqueira) assume ou então, caso ele ache melhor, uma nova eleição será marcada. Acho que cumpri minha função e não me vejo mais em condições de conduzir a liga", afirmou.

Com a situação do rebaixamento da Imperatriz ainda indefinida, todo o cronograma do Carnaval 2020 está atrasado. O sorteio da ordem de desfiles, previsto inicialmente para meados de julho, não tem data definida.