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Ricky Hiraoka


"Aprendi a sambar vendo a Globeleza", diz Érika Januza, musa da Vai-Vai

Reprodução/Instagram
Erika Januza Imagem: Reprodução/Instagram
Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

24/12/2018 12h39

Quem vê Érika Januza com samba no pé acredita que ela nasceu e cresceu no meio do samba. Puro engano. A atriz garante que não curtia o Carnaval ativamente quando era mais jovem. A grande diversão de Érika não eram os bloquinhos, nem as micaretas. Ela gostava de ficar em casa vendo os desfiles das escolas de samba.

"Na minha família ninguém é do Carnaval. Eu mesma aprendi a sambar porque via a Globeleza, que na época era Valéria Valenssa, na TV", lembra.

Hoje para se inspirar, Érika assiste vídeos da Ariellen Domiciano, rainha de bateria da Nenê de Vila Matilde, sambando. "Se eu fizer 1% do que ela faz, vou ficar muito feliz."

Vice-campeã da Dança dos Famosos 2018, a atriz nem teve tempo de descansar da maratona dos ensaios do reality show e já está 100% focada no Carnaval. Este ano, ela estreia no Sambódromo do Anhembi atendendo a um convite da escola Vai-Vai.

"Me contaram que assim que escolheram o samba-enredo, que fala das lutas do povo negro, pensaram no meu nome para ser musa da escola", diz Érika. "Carnaval é um momento que todos estão atentos e estou realizada por ter a possibilidade de levar uma mensagem de respeito, de fortalecimento da cultura afro e lutar contra o preconceito." 

Feliz com a chance de debater questões raciais no Carnaval, Érika acredita que a situação do negro do Brasil tem melhorado pouco a pouco, mas ainda é preciso evoluir muito para atingir a igualdade. "O negro tem se empoderado e tem ocupado áreas que antes eram dominadas por brancos. Hoje tem mais negros médicos, advogados, engenheiros e na TV. A gente precisa de oportunidade para crescer."

Érika revela que o fato de ser atriz e estar em evidência a blinda um pouco contra o racismo. "O fato de ser negra faz com que eu passe por coisas chatas todos os dias, mas as pessoas que não tem visibilidade sofrem muito mais discriminação. Eu deveria ser respeitada por ser quem sou independente da profissão."