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Ricky Hiraoka


"Não desfilo para ser referência de beleza", diz Julianne Trevisol

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"Não desfilo para ser referência de beleza", diz Julianne Trevisol Imagem: Reprodução/Instagram
Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

07/01/2019 14h58

Julianne Trevisol é uma exceção entre as musas do Carnaval. Magrinha, o biótipo da atriz em nada lembra o físico avantajado das mulheres que também detêm esse título. "Quando a Grande Rio me convidou para ser musa me senti perdida e me questionei se teria que ficar toda malhada e gostosona", lembra. "Depois, relaxei e percebi que, para encarar a Sapucaí, precisava apenas me sentir radiante e ter resistência física." Além de ser apaixonada por dança, Julianne aceitou o convite de ser musa de uma escola de samba pela oportunidade de representar o feminino e mostrar que a mulher tem o poder de desfilar da maneira como ela se sentir bem, sem seguir regras estéticas pré-estabelecidas. "Não estou na avenida para ser referência de beleza. O que me interessa é trocar energia com o público", afirma.

Neste ano, a Grande Rio aborda em seu enredo os maus hábitos e os erros dos brasileiros. "Meu maior deslize é multa de trânsito. Não percebo os radares e acabo dirigindo acima da velocidade permitida", revela. "De resto, sou super consciente. Até cato lixo alheio do chão, porque não suporto sujeira." Julianne garante que perdoa fácil as mancadas que cometem com ela e que não guarda mágoa de ninguém. "O meio artístico é ingrato e aprontam muito com você, mas aprendi que perdoar é um grande exercício de bem estar", afirma. "Tenho uma boa relação até com quem me prejudicou. Desejo o bem do outro, porque o bem volta pra gente."

Cotada para o elenco de Jezabel, nova novela bíblica de Record, Julianne não vê contradição entre atuar numa história religiosa e ser destaque numa festa pagã. "Carnaval não está ligado necessariamente à promiscuidade. Minha família é extremamente religiosa, de muita fé e nunca foi contra o Carnaval", acredita. "Eu acho até bom para uma novela que uma atriz do elenco desfile. Isso ajuda na divulgação da trama."