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Ricky Hiraoka


Karina Sato: a cabeça por trás do #CarnavaldaSabrina

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Sabrina e Karina Sato Imagem: Divulgação
Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

2019-02-25T10:52:41

25/02/2019 10h52

Não é exagero dizer que não haveria #CarnavaldaSabrina sem a presença de Karina Sato, empresária e irmã da apresentadora. Enquanto Sabrina brilha nas escolas de samba e nos bailes, Karina faz e acontece nos bastidores, se desdobrando em mil reuniões para garantir a viabilidade do projeto, que chega a movimentar 2 milhões de reais. Inteligente e articulada, Karina, junto com uma equipe de quatro pessoas, pensa e desenrola todas as ações em que Sabrina se envolve no Carnaval. "Uma das maiores características da Ka é o fato de não existir a palavra 'não' em seu vocabulário. Tudo é possível e se não for, ela faz ser", conta Gui Paiva, um de seus braços direitos na Sato Rahal, escritório de agenciamento artístico, que cuida das carreiras de Sabrina Sato, do humorista Ceara, da apresentadora Ticiane Pinheiro e da blogueira Camila Coutinho. 

Incansável, além de planejar a carreira de mais de dez artistas, Karina encontra tempo para começar a pensar o #CarnavaldaSabrina, seis meses antes da folia. "Ela é uma líder, isso é inegável. Trabalha praticamente 24h por dia, mesmo sendo mãe de dois filhos e esposa", relata Monique Motta, que há 15 anos trabalha com Karina. "Ela se doa ao trabalho, porque ama o que faz e nunca se acomoda. Sempre busca novas áreas de crescimento, novos clientes e projetos, ela simplesmente não para."

Na entrevista abaixo, Karina dá detalhes sobre o #CarnavaldaSabrina e conta os desafios de trabalhar com agenciamento artístico.

Você esperava que o Carnaval fosse ter o tamanho e a importância que ele tem na vida da Sabrina?
No primeiro Carnaval da Sabrina, sentimos que deveríamos montar uma estrutura para não ter prejuízo. Carnaval é caro, mas nunca deixamos a escola pagar a fantasia da Sabrina, porque entendemos que esse dinheiro faz falta para a comunidade. Há três anos, criamos o #CarnavaldaSabrina e negociamos posts nas redes sociais da Sabrina para as marcas apoiarem nosso projeto. Giramos até 2 milhões de reais por Carnaval. Atualmente, temos dez parceiros em diferentes segmentos (aviação, cabelo, maquiagem, bebida, acessórios, relógio, perfumaria, jeans, etc) que ajudam o #CarnavaldaSabrina acontecer. 

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Karina Sato, irmã de Sabrina Imagem: Divulgação
O Carnaval representa quanto por cento da sua vida como empresária?
Falamos de Carnaval o ano todo, mas começamos a planejá-lo mesmo seis meses antes e, em outubro, todas as ações já estão desenhadas. Os clientes já conhecem o projeto e adoram. Todo ano tem marcas novas querendo entrar, mas só abrimos espaço para novos parceiros quando há uma relação orgânica entre Sabrina e a empresa. Eu acredito que a procura é grande, pois todo ano o #CarnavaldaSabrina vem melhor. Esse ano vai ser mais emocionante, porque a Zoe vai com a gente para o Rio. A Sá não quer se separar dela. 

Até a Sabrina entrar no BBB, você era advogada de uma grande multinacional. Imaginava essa virada em sua vida?
Quando a Sabrina saiu do BBB, a gente conversou com vários empresários e ela não gostava de ninguém. Sa pediu para eu fazer os contratos e topei. Quando contei isso na empresa, me questionaram "Você está louca? Você estudou tudo isso para ir trabalhar com artista? Quer ficar à sombra da sua irmã?" Respondi que não estaria atrás de ninguém. Estaria sempre ao lado da Sabrina, que é minha parceira.

Foi um choque sair do mundo corporativo para trabalhar com artistas?
A grande diferença que notei é que, no começo dos anos 2000, tudo era muito informal nos trabalhos estabelecidos com os artistas. Quando eu comecei a trabalhar com a Sabrina, fiz um contrato de licenciamento que virou base para o mercado. Há cláusulas que a gente criou e que até hoje todo mundo usa. Lembro que logo no início muita gente se sentiu ofendida com nossos contratos por ter cláusulas em excesso sempre visando blindar ao máximo o artista. 

Você viveu anos dividida entre o trabalho da multinacional e o agenciamento artístico....
Todos os anos eu achava que ia ser meu último ano na empresa, mas consegui conciliar os dois trabalhos graças à equipe que eu montei na Sato Rahal por mais de dez anos. Fiquei cinco anos seguidos sem tirar uma semana de férias. Eu não tinha vida pessoal. Trabalhava 24 horas por dia. Todo mundo falava que eu nunca ia casar e, de fato, não parava para planejar minha vida. Hoje, sou casada e tenho dois filhos e trabalho tanto quanto antes. Meus filhos sempre perguntam "Por que você fica tão fora de casa, mãe?" Eu explico que a mamãe precisa trabalhar porque muitos artistas precisam da mamãe e as famílias deles também.

O que é mais complicado na vida de agente artístico?
Em muitas situações, você tem que colocar quem você cuida acima dos seus interesses. A única coisa que não faço é colocar o trabalho acima das necessidades dos meus filhos. Eu sou meio mãe dos artistas. Uns reconhecem mais o que fazemos por eles, outros reconhecem menos, mas não posso fazer diferença entre eles. Mas é muito bom a vitória de cada um deles, os sonhos se transformando em realidade.

Com 184 mil seguidores no Instagram, você se considera famosa?
Nunca tive essa vontade de ser vista como celebridade. Nunca me deslumbrei, nem usufruí das vantagens de ser próximas dos artistas. A única vez que pensei em dar uma carteirada não tive coragem. Queria levar meus filhos para o show do youtuber Lucas Netto e não tinha mais ingressos. Tive que esperar um novo show para comprar ingressos e levá-los.