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Os cientistas perdem o sono há décadas estudando o neutrino, mais conhecido como "partícula fantasma". A partícula ganhou o apelido por ser misteriosa e atravessar a matéria sem deixar rastros. Como o neutrino é capaz de atravessar até chumbo, cientistas criaram laboratórios malucos para analisá-lo. Nas profundezas de uma montanha na Itália, o laboratório Gerda (Germanium Detector Array) estuda a partícula com monitoramento de atividade elétrica dentro de cristais de germânio puro. Cientistas acreditam que o experimento confirmará que o neutrino foi importante para a origem do Universo. Os pesquisadores querem provar que o neutrino é tanto uma antipartícula quanto uma partícula, as duas coisas ao mesmo tempo K. Freund/ GERDA Mais

Uma parte das "partículas fantasmas" é produzida em reações nucleares dentro do Sol ou de outras estrelas. Enquanto outra parte é criada na atmosfera terrestre com a incidência da radiação cósmica. Mas os únicos lugares onde elas são visíveis são nos detectores instalados em lugares naturalmente protegidos de qualquer tipo de interferência. O Snolab (Canadian Sudbury Neutrino) fica enterrado a 2 km em solo canadense. O detector foi responsável por descobrir que existem ao menos três tipos diferentes de neutrinos, que vão para frente e para trás enquanto aceleram pelo espaço. O laboratório estuda os neutrinos com uma esfera plástica preenchida por mais de 700 toneladas de um fluído especial que detecta partículas. Quando os neutrinos interagem, eles produzem uma luz, que é analisada por cerca de 10 mil sensíveis detectores de luz instalados no local SNOLAB Mais

Os neutrinos são uma das partículas fundamentais, ou seja, um dos "blocos" elementares que compõem toda a matéria existente no Universo, por isso há tanto empenho em estudá-los. Sob as montanhas do Japão existe o Super-Kamiokande, um observatório de neutrinos que está a 914 metros embaixo da terra. O ambiente é uma enorme piscina com dezenas de milhares de toneladas de água, onde é possível ver as partículas fantasmas atravessando o líquido, interagindo com elétrons e lançando uma luz. O japonês Takaaki Kajita e o canadense Arthur McDonald ganharam o Prêmio Nobel de Física por descobrir no laboratório a oscilação dos neutrinos, o que provou que as partículas têm massa Kamioka Observatory/ ICRR (Institute for Cosmic Ray Research)/ The University of Tokyo Mais

Os neutrinos, partículas quase sem massa e que viajam à velocidade da luz, exigem dos cientistas muita imaginação para serem estudadas. Na Antártida existe o IceCube, o maior detector de neutrinos do mundo. O observatório tem 86 cabos onde estão montados 5.160 módulos ópticos capazes de ver flashes de luz azul, emitidos quando o neutrino interage com o gelo. A energia gerada pela colisão é tão forte que, para efeito de comparação, se estenderia por seis quarteirões de uma cidade. Os pesquisadores esperam usar as informações obtidas no IceCube para reconstruir os caminhos dos neutrinos e identificar sua origem NSF/ Xinhua Mais

A cada segundo, trilhões de partículas fantasmas passam por cada uma das pessoas da Terra sem serem sentidas. No laboratório de Daya Bay, enterrado nas colinas da China, seis detectores cilíndricos, cada um com cerca de 20 toneladas de fluído que detecta partículas, estão agrupados para tentar registrar os neutrinos. O laboratório foi construído para investigar as rotas dos neutrinhos e saber quantas partículas escapam dos radares por mudarem de sentido Roy Kaltschmidt/ Berkeley Lab Mais

Conheça incríveis laboratórios que buscam a 'partícula fantasma' da física

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