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Robô da Nasa começará em breve a perfurar rochas marcianas

Em Washington

2013-01-17T12:41:44

17/01/2013 12h41

O robô Curiosity começará em breve a fazer perfurações em Marte pela primeira vez, informou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) antes de iniciar a tão esperada empreitada.

O Curiosity se dirige agora para uma rocha plana, com veios opacos, que os cientistas esperam poder fornecer pistas sobre a existência de água no passado do planeta vermelho.

"Perfurar uma rocha para coletar uma amostra será a atividade mais desafiadora desta missão desde o pouso (em 6 de agosto de 2012). Isto nunca foi feito em Marte", disse Richard Cook, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

"O equipamento de perfuração interage energeticamente com material marciano sobre o qual não temos controle. Não ficaremos surpresos se alguns passos no processo não saírem exatamente como o planejado", afirmou Cook.

O robô coletará amostras de dentro da rocha John Klein - área batizada em homenagem a um diretor de projeto do Laboratório de Ciências de Marte, falecido em 2012 - e as analisará para determinar sua composição química e mineral.

As câmeras do robô revelaram algumas características inesperadas na rocha, incluindo veios, nódulos, estratificações oblíquas, um seixo brilhante incrustado em arenito e alguns buracos no chão.

A missão, com duração prevista de pelo menos dois anos, visa a estudar o ambiente marciano para preparar uma possível futura missão tripulada. O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu mandar humanos ao planeta vermelho em 2030.

'Flor' de Marte

Cientistas por trás da missão de US$ 2,5 bilhões também explicaram a natureza da pequena "flor marciana", que provocou comoção na internet por ser muito diferente das rochas circundantes. 

Aileen Yingst, do Instituto de Ciência Planetária, disse que o que pode ter passado como uma flor na verdade era um grão ou seixo relativamente grande.

"Todas estas são rochas sedimentares que nos dizem que Marte teve ambientes depositando ativamente material aqui", afirmou Yingst. "Os tamanhos diferentes dos grãos nos falam de condições de transporte diferentes."

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