Agência Espacial Europeia prepara 'avião espacial'

Em Noordwijk, na Holanda

  • Bas Czerwinski/AFP

    Uma réplica do avião espacial IXV no Centro de Tecnologia e Pesquisa Aeroespacial Europeia (Estec, na sigla em inglês) em Noordwijk, na Holanda. Após dois meses de testes intensivos, a aeronave será lançada em voo suborbital de 450 quilômetros

    Uma réplica do avião espacial IXV no Centro de Tecnologia e Pesquisa Aeroespacial Europeia (Estec, na sigla em inglês) em Noordwijk, na Holanda. Após dois meses de testes intensivos, a aeronave será lançada em voo suborbital de 450 quilômetros

A Agência Espacial Europeia (ESA) conclui nesta terça-feira (9) seu "avião do espaço" IXV, um protótipo que pode abrir caminho para o primeiro ônibus espacial europeu capaz de retornar do espaço.

Montado na Itália, o "veículo experimental intermediário" (IXV) foi submetido a testes finais nos laboratórios da ESA em Noordwijk, na Holanda.

O veículo, que tem a forma de um sapato e é do tamanho de um carro, deve ser levado ainda este mês para a Guiana Francesa, onde deverá decolar em 18 de novembro para um voo suborbital de teste de 100 minutos.

"O IXV é o começo, e a missão é essencial para o futuro dos ônibus espaciais da Europa", declarou Giorgio Tumino, o chefe da missão. "o objetivo número um desta missão é desenvolver a capacidade de retornar do espaço para a Terra", afirmou.

Depois de atingir 450 km de altura, a espaçonave, que possui mais de 300 sensores e outros instrumentos de medição, entrará na atmosfera da Terra a uma velocidade de 7,5 km por segundo.

Ela vai recolher uma grande variedade de dados, principalmente relativos à troca de calor entre os gases e superfícies sólidas à velocidades muito altas.

Produzido com o uso de cerâmica, fibras de carbono de alta tecnologia e cortiça, o IXV mede cinco metros de comprimento e dois metros de largura.

Apesar de estar equipado apenas com instrumentos de medição, num futuro próximo pode vir a ser transformado em um ônibus espacial capaz de retornar à Terra com astronautas ou amostras do espaço.

"Se decidirmos um dia desenvolver um sistema de exploração europeu do espaço, precisamos desenvolver esta tecnologia", disse Tumino, enquanto a Europa usa atualmente cápsulas ou foguetes russos ou americanos para trazer objetos ou astronautas.

Desenvolvido há mais de cinco anos, o IXV custou até o momento 150 milhões de euros para a ESA.

"Se quisermos levar astronautas para a Estação Espacial Internacional, este é um passo essencial", defende o chefe de missão.

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