Adiada inauguração do cosmódromo russo de Vostochni

Vostotchny, Russie, 27 Abr 2016 (AFP) - O lançamento da nave espacial russa Soyuz 2.1a, que marcará a inauguração do cosmódromo de Vostochni, foi adiado em 24 horas na manhã desta quarta-feira, anunciou a agência espacial russa Roskosmos.

"Ocorreu uma suspensão automática do lançamento no sistema de controle automatizado", explicou Igor Komarov, diretor da Roskosmos.

Esta ordem automática ocorreu "dois minutos e meio" antes da hora prevista para o lançamento, às 11H01 local (23H01 Brasília).

O foguete, que deverá colocar em órbita três satélites russos, deverá decolar agora no dia 28 de abril, às 11H01 local. "Tudo nos permite crer que podemos corrigir este problema técnico" em 24 horas.

Vostochni, considerado um dos maiores projetos recentes do país, a um custo estimado em entre 4 e 5,3 bilhões de euros, foi construído no local da antiga base de mísseis soviéticos Svobodny-18.

As obras começaram em 2012 nesta vasta região pouco povoada. Cerca de 10.000 trabalhadores construíram 100 km de estradas, mais 100 km de ferrovias e uma cidade com capacidade para 25.0000 habitantes.

A principal vantagem do Vostochni é que se encontra na Rússia, o que permite a Moscou tornar-se independente do cosmódromo de Baikonur, alugado do Cazaquistão por 115 milhões de dólares anuais desde a queda da União Soviética.

O sítio de Vostochni está mais perto da linha do Equador do que a base russa instalada em Plessetsk, no norte do país, o que facilita a colocação em órbita em relação a esta plataforma.

No entanto, o novo cosmódromo está além dos 51º de latitude norte, o que penalizará a capacidade de carga útil que se pode colocar em órbita com relação a Baikonur.

Com uma superfície total de 1.000 km2, a nova base abriga, inicialmente, uma única plataforma de lançamento, destinada a foguetes Soyuz, o único atualmente utilizado para transportar humanos para a Estação Espacial Internacional.

Em 2017, começará uma segunda fase de obras para construir uma nova plataforma de lançamento especialmente reforçada para o futuro lançador pesado Angara, que deve substituir o foguete Proton, considerado muito poluente e que sofreu vários incidentes nos últimos anos.

De qualquer modo, os primeiros voos de teste com foguetes Angara não vão acontecer antes de 2021, segundo a agência espacial russa.

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