Astronauta testa cápsula inflável que poderá ser usada em Marte

  • Bill Ingalls/NASA/File Photo/Handout via Reuters

    BEAM foi apresentado em Las Vegas (EUA) em janeiro de 2013

    BEAM foi apresentado em Las Vegas (EUA) em janeiro de 2013

Um astronauta da Estação Espacial Internacional (ISS), o norte-americano Jeff Williams, entrou pela primeira vez, esta segunda-feira, no módulo experimental de tecido BEAM, inflado no fim de maio para testar uma plataforma habitável mais barata que possa ser usada em viagens longas ao espaço.

O Módulo de Atividade Expansível Bigelow (BEAM) está em "perfeito estado", informou o astronauta, segundo um comunicado da agência espacial americana (Nasa).

Este módulo faz parte de um projeto da Nasa para testar durante dois anos hábitats infláveis mais leves e menos volumosos, que poderiam um dia ser utilizados em Marte ou na Lua.

Jeff Williams abriu a porta do módulo na segunda-feira às 04h47 na costa leste (05h47 em Brasília) para coletar dados dos sensores e amostras de ar, além de verificar os condutos de ar.

Williams informou que fazia frio no interior do módulo e que não havia condensação.

Nasa TV
Astronauta norte-americano Jeff Williams testa BEAM


Os astronautas que estão atualmente na ISS voltarão ao módulo antes de quarta-feira para testar os sensores e o material, afirmou a Nasa.

A porta do módulo, que foi acoplada à estação em abril, será fechada após cada visita.

Durante esses dois anos de testes, os astronautas revelarão dados e medições dos sensores e avaliarão regularmente o estado do módulo.

Esses testes permitirão determinar se o módulo pode oferecer proteção contra as radiações solares e cósmicas, assim como contra os micrometeoritos, os detritos espaciais e as temperaturas extremas.

"Os primeiros passos no BEAM vão levar além das fronteiras dos hábitats no espaço", publicou a ISS no Twitter antes da visita.

Em 28 de maio, a Nasa conseguiu inflar e pressurizar o módulo, após o fracasso de uma primeira tentativa, feita alguns dias antes.

Com o módulo já inflado, Williams abriu oito depósitos de ar no seu interior, levando a pressurização a um nível próximo ao da ISS.

Com uma massa de 1,4 toneladas, o BEAM mede cerca de quatro metros de largura por 3,23 metros de comprimento quando está completamente inflado com ar respirável, de modo que seu volume atinge 16 metros cúbicos, o equivalente a um quarto pequeno.

A empresa Bigelow Aerospace construiu este módulo após assinar um contrato no valor de 17,8 milhões de dólares com a Nasa.

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