Descoberta de exoplaneta jovem pode ajudar a explicar formação planetária

Washington, 21 Jun 2016 (AFP) - Um grupo de astrônomos anunciou nesta segunda-feira a descoberta de um exoplaneta de apenas 11 milhões de anos de idade - a Terra, em comparação, tem 4,5 bilhões de anos -, o mais jovem já detectado, o que pode ajudar na pesquisa sobre a formação de sistemas planetários.

O novo planeta, batizado como K2-33b, está situado na constelação de Escorpião a 470 anos-luz da Terra, e localizado em uma órbita muito próxima à sua estrela (K2-33).

Este exoplaneta é cerca de cinco vezes maior que a Terra, e por isso se situa na categoria de "super-Netunos" - planetas gigantes de constituição gasosa.

A existência do K2-33b mostra que os planetas podem estabelecer sua órbita definitiva em torno da sua estrela muito rapidamente após sua formação, revelam os astrônomos que o descobriram em um artigo publicado no Astronomical Journal, publicação da Sociedade Americana de Astronomia.

Estes planetas podem se formar em uma órbita próxima à sua estrela ou, em outros casos, nascer em uma órbita distante e emigrar para uma mais próxima devido a diferentes interações durante sua formação.

"Se, no nosso sistema solar, Júpiter ou Netuno tivessem migrado, após sua formação, para uma órbita mais próxima ao sol, seria pouco provável que a Terra ou que outro planeta rochoso similar existisse atualmente", afirma Andrew Mann, astrônomo da Universidade do Texas, em Austin, e um dos principais autores da pesquisa.

Os pesquisadores detectaram o planeta K2-33b usando o telescópio espacial Kepler, da Nasa.

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