Earl se torna furacão ao se aproximar da América Central

Cidade da Guatemala, 3 Ago 2016 (AFP) - O fenômeno climático Earl passou de tempestade tropical para furacão de categoria 1 nesta quarta-feira, enquanto se aproximava do norte da América Central, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Um avião alcançou a tempestade e "mediu ventos máximos sustentados de 120 km/h, indicando que Earl é agora um furacão," afirmou o centro no seu último boletim.

"A tempestade tropical Earl se fortaleceu para furacão de categoria 1 e se localiza 240 km ao leste de Belize", informou a jornalistas o porta-voz da Coordenadoria para a Redução de Desastres da Guatemala, David de León.

Belize, Guatemala, Honduras e México declararam alertas para agir rapidamente ante a possibilidade de chuvas intensas, inundações e ressacas, segundo seus departamentos de proteção civil.

O país que parece estar mais exposto à trajetória de Earl é Belize, cuja agência de proteção civil antecipou que o furacão poderia causar impactos nos seus cayos (pequenas ilhas) e localidades ao sul da antiga capital Cidade de Belize entre a noite da quarta-feira e a madrugada de quinta-feira.

As autoridades de Belize fecharam os aeroportos e portos marítimos de carga e turismo nesta quarta-feira, e estabeleceram abrigos em áreas propensas a inundações.

Em Honduras, a Comissão Permanente de Contingências (Copeco) decretou nesta quarta-feira alerta vermelho na zona do Caribe, quando a tormenta se aproximava da ilha de Guanaja.

Na Guatemala, as autoridades regionais impuseram alertas nos departamentos de Petén e Izabal, no norte do país.

O México advertiu que os estados de Campeche, Quintana Roo, Tabasco e Yucatán, no sul do país, podem ser afetados por fortes chuvas e ventos, segundo um comunicado da Comissão Nacional da Água.

Em Quintana Roo, foi emitido um alerta amarelo, devido a que o estado está a cerca de 100 km de Belize, segundo as autoridades regionais.

Dados da Coordenadoria para a Redução de Desastres da Guatemala indicam que as chuvas já deixaram dois mortos, 140 afetados por deslizamentos, desabamentos e inundações, e 800 casas danificadas.

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