Los Angeles atinge nível de ozônio mais alto desde 2009

Los Angeles, 12 Ago 2016 (AFP) - Los Angeles atingiu o nível de ozônio no ar mais alto desde 2009 devido à estabilidade atmosférica, a temperaturas recorde e aos incêndios, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial à AFP.

"Já registramos 93 dias que excedem os padrões federais, comparados com 69 no ano passado", explicou o porta-voz da agência que monitora a qualidade ambiental no sul do estado da Califórnia (SCAQMD), Sam Atwood.

Em um estudo publicado em abril, a Universidade de Harvard advertiu que o aquecimento global provocaria perigosos picos de ozônio nos Estados Unidos, principalmente na Califórnia.

O ozônio pode provocar problemas pulmonares em adultos e crianças com asma.

A "estabilidade atmosférica" e a falta de depressões são parte da situação que vive esta zona do país, o que fomenta o aumento da poluição, segundo Atwood.

Los Angeles e seu condado, onde residem mais de 10 milhões de pessoas, reúnem outras características que também influenciam na poluição ambiental: pelas suas estradas circula o maior número de veículos dos Estados Unidos, e nas suas águas operam dois portos gigantescos.

A tudo isso se soma o fato de que várias cordilheiras impedem a boa circulação do ar.

"Nossa economia está em expansão, nossa região continua crescendo, cada vez há mais caminhões que chegam aos portos", afirmou o porta-voz da SCAQMD.

Apesar do aumento do ozônio, as autoridades ambientais comemoram que a emissão de gases poluentes está em declínio graças às políticas verdes impulsadas pelo governo californiano.

Há três décadas, os picos de ozônio eram três vezes maiores que os de hoje, com mais de 200 dias por ano ultrapassando as normativas federais.

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