Trump defende nomeações para o futuro gabinete

Des Moines, Estados Unidos, 9 dez 2016 (AFP) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu na quinta-feira a composição de sua futura equipe de governo, depois que anunciou dois conservadores para as pastas do Meio Ambiente e Trabalho, criticados por ecologistas e sindicatos.

"Acredito que estamos no processo de reunir um dos maiores gabinetes já formados na história da nossa nação", disse Trump em um comício da vitória em Des Moines, Iowa.

Trump nomeou na quinta-feira um nome ligado ao setor do petróleo para comandar a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e um empresário contrário ao aumento do salário mínimo para a secretaria do Trabalho, configurando um polêmico gabinete que tem a aprovação de menos da metade dos americanos.

O presidente eleito, que retomou uma viagem pelos estados que o ajudaram a chegar à Casa Branca, escolheu Scott Pruitt, um republicano de 48 anos, para a EPA e Andy Puzder, de 66 anos, como secretário do Trabalho.

O Senado, controlado pelos republicanos, deve confirmar as nomeações.

"Para preencher meu gabinete, estou buscando pessoas que entendem plenamente o significado de servir e que estejam comprometidas com o avanço do bem comum", disse Trmup, ao defender a designação de una série de magnatas.

Ele disse que os nomeados renunciaram a suas fortunas "para receber um dólar por ano" de salário, antes de chamar os escolhidos de "pessoas talentosas, pessoas inteligentes".

Milionário e à frente da rede de fast food CKE, Andrew Puzder acredita que o aumento do salário mínimo provoca perdas de empregos menos qualificados e apoia o fim da reforma da saúde do presidente Barack Obama.

"Puzder demonstrou que não apoia os trabalhadores", afirmou a presidente da União Internacional de Trabalhadores de Serviço, Mary Kay Henry, de acordo com a conta no Twitter do sindicato americano.

No lado ambiental, Pruitt dedicou grande parte de seu tempo a combater as regulamentações da EPA que pretendem reduzir as emissões de gases do efeito estufa nas centrais elétricas.

Em sua própria biografia ele se destaca como "líder na defensa contra o ativismo da EPA".

Trump denunciou que "por muito tempo agência gastou o dinheiro dos contribuintes em políticas anti-energéticas que estão fora de controle e que destruíram milhões de empregos, enquanto afeta nossas granjas, negócios e industrias".

De acordo com Trump, Pruitt "vai reverter essa tendência e vai restaurar a missão essencial da Agência, que é manter nosso ar e nossa água limpos e seguros".

O anúncio permite antecipar uma batalha frontal contra os ambientalistas.

- Reunião com DiCaprio -"Se Trump tentar retroceder na proteção do meio ambiente e a respeito da mudança climática, enfrentará muitas pessoas organizadas, que o enfrentarão nos tribunais, no Congresso e nas ruas", advertiu Michael Brune, diretor executivo do Sierra Club, uma das maiores organizações ambientalistas do país, com 2,4 milhões de integrantes.

"Não há nada bom sobre isto", disse à AFP Michael Burger, diretor-executivo do Sabin Center for Climate Change Law da Universidade de Columbia.

"Isto pode ter realmente consequências devastadoras" porque Pruitt seguramente buscará desmantelar as medidas de Barack Obama para reduzir a contaminação provocada pelas centrais elétricas, avaliou Ken Kimmell, presidente do sindicado de Cientistas Preocupados.

Durante sua campanha, Trump prometeu retirar as leis e regulamentações para a proteção ambiental e o combate ao aquecimento climático, acusando Obama de ter declarado guerra ao carvão, um tema eleitoral sensível em vários estados.

Trump também anunciou que tiraria os Estados Unidos, segundo emissor mundial de gases do efeito estufa, atrás da China, do acordo sobre o clima, firmado em 2015 por 192 países.

Mas ele buscou opiniões contrárias, com reuniões durante a semana com o ex-vice-presidente Al Gore, célebre porta-voz da luta contra o aquecimento global, e o ator Leonardo Di Caprio, um ambientalista ativo.

DiCaprio apresentou a Trump, a sua filha Ivanka Trump e a outros de seus assessores um plano para promover um "grande renascimento econômico", por meio de investimentos em infraestruturas sustentáveis.

Outro anúncio feito na quinta-feira é o de que Trump continuará como produtor executivo do programa "Celebrity Apprentice" do canal NBC, que deve retornar à TV após dois anos.

Seu nome aparecerá na tela depois de Mark Burnett, criador de "The Apprentice", e antes do nome de Arnold Schwarzenegger, que entrará no reality show em sua 15ª temporada.

ahg-rsr/fp

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