Nasa lança oito satélites para medir melhor potência de furacões

Washington, 15 dez 2016 (AFP) - Após dois adiamentos, a Nasa lançou com sucesso nesta quinta-feira uma frota de oito micro-satélites para prever e medir melhor a potência das tempestades tropicais e dos furacões, segundo as imagens ao vivo da televisão da agência espacial americana.

O foguete Pegasus de três etapas, de 22,6 toneladas e 17 metros de comprimento, da empresa Orbital ATK, que transporta os satélites do programa CYGNSS (Cyclone Global Navigation Satellite System Mission), foi lançado às 13h38 GMT (11h38 de Brasília) do avião trijet L-1011 Stargazer, ao que estava anexado, a 12.000 metros de altitude sobre o oceano Atlântico.

"Nossa capacidade de antecipar a potência dos furacões quando estes vão tocar terra vai ser enormemente melhorada com os satélites CYGNSS", disse antes do lançamento Christopher Ruf, da Universidade de Michigan, responsável científico desta missão.

A ignição do motor da primeira etapa do Pegasus ocorreu cinco segundos depois de que se soltou do foguete.

O avião trijet L-1011 Stargazer, uma antiga aeronave de transporte civil modificada, tinha decolado mais cedo na quinta-feira da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Canaveral, na Flórida.

Pouco menos de 15 minutos depois, os micro-satélites entraram na órbita terrestre a 500 km de altitude acima do Equador, onde se formam a maioria das tempestades tropicais e furacões.

Com um custo de 157 milhões de dólares, a missão CYGNSS medirá a velocidade do vento sobre os oceanos melhorando a capacidade dos cientistas em entender e prever os furacões.

Os satélites, que pesam cada um 64 kg e que com os painéis solares desacoplados têm o tamanho de um cisne adulto, obterão seus dados provenientes de sinais de quatro outros satélites a partir da rede de GPS.

Essa informação é importante para ajudar os meteorologistas a determinar se as tempestades tropicais ganham ou perdem força, o que é difícil estimar com os instrumentos dos satélites atualmente desacoplados.

Esses últimos não podem penetrar em fortes chuvas e os aviões "caçadores de furacões" podem voar apenas sobre algumas partes específicas das tempestades, e não com frequência suficiente para perceber sua evolução.

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