'Anel de fogo' escurece parte do Cone Sul, antes de chegar à África

Sarmiento, Argentina, 26 Fev 2017 (AFP) - Um eclipse solar anular formou neste domingo um "anel de fogo" em volta da Lua e emocionou observadores, gerando aplausos entre rituais místicos no sul da Argentina, onde - como no Chile- o fenômeno foi visto com plenitude, antes de ser apreciado na África.

Durante 44 segundos, às 10H44 locais (10H44 em Brasília), centenas de curiosos e turistas se emocionaram ao ver um anel vermelho muito nítido que rodeou a Lua.

A visibilidade do fenômeno esteve ameaçada minutos antes pelas nuvens na província patagônica de Chubut, mais de 1.900 km ao sul de Buenos Aires.

Com lentes especiais ou simples acessórios artesanais criados com papel e cartão, os amadores esperaram desde cedo o espetáculo, que alguns experimentaram ouvindo música eletrônica e outros com os sons intensos das tigelas tibetanas de meditação.

A Lua se interpôs entre o Sol e a Terra dando lugar ao primeiro eclipse de 2017, e provocando momentos de escuridão em plena manhã no sul da Argentina e do Chile, antes de que possa ser apreciado no sul da África.

Com ventos de até 60 km por hora, o fenômeno começou depois das 09H23 locais (09H23 de Brasília), principalmente em Chubut, onde se observou uma clara descida da maré, como se fosse noite.

Em Sarmiento, uma cidade petroleira da Patagônia com cerca de 11.000 habitantes, centenas de amadores observaram o ocultamento do Sol com 97% de plenitude, segundo especialistas. Alemãs, espanhóis e uma grande maioria de argentinos viajaram a esta terra remota, árida e fria.

A previsão é que o fenômeno será visível em uma faixa de 100 km através do Chile, Argentina, Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo.

O eclipse começou em pleno coração do oceano Pacífico ao nascer do Sol, e alcançou o continente sul-americano pela cidade chilena de Coyhaique.

Depois de atravessar a Argentina e chegar ao Atlântico Sul, o espetáculo será visível para alguns "navios que estiverem no lugar e no momento adequados", disse à AFP Terry Moseley, da Associação Astronômica Irlandesa (IAA).

Posteriormente, seguirá pela África através de Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo até o pôr-do-sol.

Quanto mais nos afastarmos da zona de visão, menor será a parte do Sol tampada pela Lua. Santiago verá 64% do espetáculo, Rio de Janeiro 53%, Lagos 36% e Cidade do Cabo 52%, segundo o IAA.

Um eclipse solar anular ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol se alinham.

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