Hora do Planeta volta a chamar a atenção da luta contra o aquecimento global

Sydney, 25 Mar 2017 (AFP) - Assim como a Ópera e a Ponte da Baía de Sydney, várias cidades e monumentos do mundo apagarão neste sábado as luzes para a Hora do Planeta, evento que recorda a necessidade de atuar contra o aquecimento global.

De Nova York a Paris, milhões de pessoas em 170 países e territórios devem participar no evento anual para alertar sobre o aquecimento global provocado pelo uso do carvão, petróleo pelas emissões dos automóveis e usinas de energia.

Na capital australiana, muitos edifícios apagaram as luzes às 20H30 e marcaram o início do evento.

Depois da Austrália, as luzes apagaram em vários locais simbólicos da Ásia, de Hong Kong a Mianmar.

A ação vai acontecer nas próximas horas na África, Europa e no continente americano.

O evento, que tem sua origem em Sydney, cresceu e virou uma campanha mundial.

A primeira edição, há dez anos, ocorreu apenas em Sydney, recordou a WWF, ONG que organiza o evento.

"Lançamos a Hora do Planeta em 2007 para mostrar aos dirigentes que os cidadãos se preocupam com a mudança climática. Este momento simbólico é agora um movimento mundial", declarou Siddarth Das, diretor da iniciativa.

"Este momento simbólico é agora um movimento mundial. É realmente humilde e diz muito sobre o papel poderoso das pessoas nos temas que afetam suas vidas", completou.

Nesta edição, às 20H30 hora local, ocorrerão diversas atividades: um concerto com velas em Lisboa, uma corrida "sustentável" de 5 km em Cingapura e o plantio de árvores na Tanzânia, entre outras.

Como é tradicional, muitos monumentos apagarão suas luzes, a exemplo do Empire State Building, das Pirâmides do Egito, Kremlin, Acrópole de Atenas, Alhambra de Granada e a sede da TV chinesa, em Pequim.

A iniciativa poderá ser apoiada na página do movimento no Facebook ou no site www.earthhour.org/climateaction.

A WWF deseja utilizar a Hora do Planeta este ano para ressaltar as questões climáticas mais relevantes em cada país.

A mudança climática está se acelerando sob o impacto dos gases do efeito estufa, gerados - principalmente - pela queima de combustíveis fósseis, como gás, carvão e petróleo.

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