Fundador da Tesla encerrará assessoria a Trump se EUA deixar Acordo do Clima

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O magnata e fundador do Tesla, Elon Musk, anunciou nesta quarta-feira (31) que abandonará os conselhos empresariais que assessoram o presidente Donald Trump se o governo americano decidir se retirar do Acordo de Paris sobre o clima.

"O que você faria se (Trump) tomasse a decisão de se retirar [do Acordo de Paris]?" - perguntou um internauta ao dono do fabricante de veículos elétricos Tesla no Twitter.

"Nesse caso, não teria outro remédio a não ser deixar os conselhos", respondeu Musk.

"Fiz tudo que pude" em termos de assessoria para convencer Trump a não se retirar do acordo, tuitou em seguida.

Segundo vários jornais americanos, Trump pode anunciar a retirada dos Estados Unidos desse acordo concluído no final de 2015 na capital francesa por mais de 190 países, sob o patrocínio da ONU. O acordo tem como objetivo limitar o aumento da temperatura mundial, reduzindo as emissões dos gases causadores do efeito estufa.

"Anunciarei minha decisão sobre o Acordo de Paris nos próximos dias. VAMOS DEVOLVER A GRANDEZA AOS ESTADOS UNIDOS!" - tuitou Trump, de forma lacônica.

A Casa Branca não deu declarações.

Durante sua campanha eleitoral, Trump defendeu várias vezes o fim da "guerra contra o carvão", prometendo "anular" o Acordo de Paris.

No lado oposto, Musk, que também é fundador da empresa de painéis solares SolarCity, sempre se manifestou em favor das energias renováveis.

O presidente Trump se cercou de pelo menos 20 grandes empresários para lhe aconselharem em sua política econômica, mas a maioria dos CEOs do Vale do Silício não participa dos conselhos. Os poucos que aceitaram participar receberam várias críticas.

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