Pittsburgh vira símbolo da resistência anti-Trump pelo clima

Washington, 2 Jun 2017 (AFP) - O prefeito da cidade de Pittsburgh, mencionada na quinta-feira pelo presidente Donald Trump como exemplo de sua política voltada a priorizar os Estados Unidos e os americanos para justificar sua saída do Acordo Climático de Paris, reagiu defendendo a causa ambiental.

Em uma rajada de tuítes em poucos minutos, o prefeito Bill Peduto, do partido Democrata, tornou-se um dos temas favoritos nas redes sociais e símbolo da resistência política local contra a decisão de Trump.

O presidente anunciou a retirada dos Estados Unidos do acordo climático de Paris, gerando grande apreensão mundial pelo futuro do texto assinado no fim de 2015 por 195 países, incluindo o país então governado por Barack Obama.

"Os Estados Unidos se unem a Síria, Nicarágua e Rússia ao não decidir participar no acordo global de Paris. Agora cabe às cidades assumir as rédeas", escreveu Peduto em sua conta no Twitter.

"Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não de Paris", disse, minutos antes, o presidente americano nos jardins da Casa Branca, acrescentando desejar que nada se interponha no caminho "para reativar a economia dos Estados Unidos".

"É a hora de Youngstown em Ohio, Detroit em Michigan e Pittsburgh na Pensilvânia, que estão entre os melhores lugares do país, à frente de Paris, na França", insistiu.

Desta forma, o bilionário republicano misturou antigas cidades industriais deixadas para trás - como Detroit - a outras que experimentam um fulgurante renascimento pós-industrial - como Pittsburgh -, com centros urbanos que se transformaram totalmente nos últimos anos.

"Como prefeito, posso assegurar que continuaremos as diretrizes do Acordo de Paris em nome do nosso povo, nossa economia e nosso futuro", tuitou Peduto.

O prefeito também diferenciou sua cidade do leste do país daquelas da América profunda, que apoia em massa o chefe da Casa Branca.

"Dado: Hillary Clinton obteve 80% dos votos em Pittsburgh. Pittsburgh para posiciona com o mundo e continua no acordo de Paris", escreveu.

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