Portadores de HIV nos EUA passam em média três anos sem ser diagnosticados

Washington, 28 Nov 2017 (AFP) - As pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos costumam passar anos sem ser diagnosticadas, três em média, de acordo com dados do governo americano divulgados nesta terça-feira (28).

Isso representa uma pequena melhora em relação ao relatório anterior, de 2011, que descobriu que o tempo médio entre a infecção por HIV e o diagnóstico era de três anos e sete meses, informaram os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Mas especialistas dizem que as pessoas em risco de infecção precisam ser testadas com mais frequência, uma vez que cerca de 40% das novas infecções por HIV têm origem em pessoas que não sabem que são portadoras do vírus.

"Se você está em risco de HIV, não adivinhe - faça um teste", disse Jonathan Mermin, diretor do Centro Nacional de Prevenção de HIV/aids, hepatite viral, DSTs e tuberculose dos CDC.

"Os benefícios são claros. O diagnóstico oportuno é a prevenção".

Os CDC recomendam que todas as pessoas de entre 13 e 64 anos sejam testadas para o HIV pelo menos uma vez na vida.

Pessoas com maior risco de infecção, incluindo homens gays e bissexuais sexualmente ativos, devem ser testadas pelo menos uma vez por ano, e de preferência a cada três ou seis meses.

Segundo o relatório de Sinais Vitais dos CDC, baseado em dados de 2015, 29% dos homens gays e bissexuais disseram que não fizeram nenhum teste de HIV no último ano, assim como 42% das pessoas que injetam drogas e 59% dos heterossexuais com maior risco de HIV.

Para homens gays e bissexuais, o tempo estimado da infecção pelo HIV até o diagnóstico foi de três anos em média, o que significa que metade foi diagnosticada em menos de três anos e metade foi diagnosticada após mais de três anos.

"Um quarto das pessoas diagnosticadas com HIV em 2015 viveram com o vírus por sete ou mais anos sem saber disso", afirmou o relatório.

Para homens heterossexuais, o tempo médio entre a infecção e o diagnóstico foi de cinco anos. Para mulheres heterossexuais e mulheres que injetavam drogas, de 2,5 anos.

No geral, 85% das estimadas 1,1 milhão de pessoas que viviam com HIV em 2014 sabiam de seu estado, disse o relatório.

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