Estudo liga ejaculação precoce a problema genético

Da BBC Brasil

Um estudo conduzido por pesquisadores holandeses sugere que a ejaculação precoce pode estar ligada a um problema genético.

A equipe, da Universidade de Utrecht, afirma que homens que atingem o clímax sexual rapidamente possuem uma variante genética que altera os níveis do hormônio serotonina.

A serotonina é responsável por regular a velocidade da ejaculação, de acordo com os pesquisadores.

Os especialistas analisaram 200 voluntários, incluindo 89 que sempre tiveram ejaculação precoce - desde a primeira relação sexual.

Durante um mês, suas parceiras utilizaram um cronômetro para registrar quanto tempo eles levavam para ejacular.

Os resultados foram comparados com os de outros 92 homens que não tinham histórico de ejaculação precoce.

Os especialistas observaram que os homens com essa condição possuíam uma variação do gene que controla a ejaculação, conhecido como 5-HTTLPR, que os fazia ejacular duas vezes mais rápido do que os do outro grupo.

Os pesquisadores também perceberam que esses voluntários tinham menor atividade de serotonina entre os nervos da região do cérebro que controla a ejaculação.

Segundo o coordenador do estudo, Marcel Waldinger, a baixa atividade de serotonina significa que os sinais nervosos entre os neurônios não são transferidos de forma adequada, influenciando a velocidade da ejaculação.

Waldinger diz ainda que os resultados contradizem a idéia de que a ejaculação precoce seja um problema psicológico. "Os resultados sugerem que é possível tratar a condição com terapias genéticas", disse o pesquisador.

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