Astrônomos se preparam para 'tempestade de estrelas cadentes' nesta noite

Pallab Ghosh - Science correspondent, BBC News

Astrônomos estão se preparando para testemunhar uma "tempestade de meteoros" na madrugada desta sexta-feira.

A chuva de meteoros Perseidas sempre ocorre no mês de agosto, mas, neste ano, cientistas dizem que uma influência da gravidade de Júpiter a tornará mais intensa.

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Alguns pesquisadores preveem que até 200 meteoros por hora passarão pelo céus no pico do fenômeno, causado pelos destroços da passagem do cometa Swift-Tuttle, que orbita o Sol.

Anualmente, entre julho e agosto, a Terra entra na rota do cometa e é atingida por meteoros, que entram em nossa atmosfera em altíssima velocidade.

Quando eles entram em combustão, a cerca de 80km da superfície do planeta, formam fachos de luz - ou estrelas cadentes - no céu.

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Essa chuva de meteoros é chamada Perseidas, porque sua origem é a constelação de Perseus.

Mas em 2016 será um pouco diferente, diz Robert Massey, da Sociedade Astronômica Real, do Reino Unido.

"A Terra atravessará um rastro de destroços particularmente distinto um dia antes, e este amontoado de material terá sido afetado pela gravidade de Júpiter", explica Massey.

"Então, na noite de quinta para sexta-feira, deveremos observar um aumento do número de meteoros no céu. Talvez sejam centenas por dia, e isso é algo que gera bastante expectativa."

Normalmente, quem assiste a essa "chuva" a partir de um local escuro pode enxergar entre 60 e 100 meteoros por hora no seu ápice - em uma noite normal, são cerca de cinco.

Porém, desta vez, a agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, espera que esse número dobre.

"Sob condições perfeitas, poderemos ver até 200 meteoros por hora", diz Bill Cooke, especialista em meteoros da Nasa.

A Perseidas costuma ser mais intensa - e visível - no hemisfério Norte, mas é possível observá-la durante a madrugada também no Brasil - de preferência, fora de perímetros urbanos.

"Espere 45 minutos para que seus olhos se acostumem ao escuro. Deite e olhe diretamente para cima", recomenda o site da Nasa.

Mas se o céu ainda estiver nublado ou muito poluído, será possível acompanhar a "chuva" online: a agência americana vai transmitir o fenômeno pela internet.

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