Astrofotografia: como são tiradas algumas das imagens mais deslumbrantes do Sistema Solar

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    O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa faz imagens como esta - com luz ultravioleta - em que a nossa estrela mais próxima parece uma joia.

    O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa faz imagens como esta - com luz ultravioleta - em que a nossa estrela mais próxima parece uma joia.

A astrofotografia é um tipo especializado de fotografia que registra imagens de corpos celestes e grandes áreas do céu noturno. Nos últimos anos, os avanços nessa área foram imensos e agora não são apenas os cientistas que podem fazer imagens incríveis de nebulosas a milhares de anos-luz de distância: amadores também se aventuram, mesmo com equipamento não muito sofisticado.

Ultimamente, as imagens que mais têm surpreendido vêm da vizinhança do nosso planeta, da extraordinária esquina do Universo em que estamos.

Desde as montanhas geladas na fronteira do Sistema Solar, às erupções solares maiores do que a Terra, para onde quer que olhemos, há uma surpresa.

A primeira fotografia de um corpo celeste (a Lua) foi tirada em 1840, mas somente no final do século 19 a tecnologia permitiu a fotografia estelar detalhada.

Além de gravar os detalhes de corpos extensos, como a Lua, o Sol e os planetas, a astrofotografia tem a capacidade de mostrar objetos invisíveis ao olho humano, como nebulosas e galáxias.[

A astrofotografia teve um papel importante no início dos estudos do céu e da classificação das estrelas mas, com o tempo, deu lugar a equipamentos mais sofisticados e técnicas especialmente concebidas para a investigação científica.

Atualmente, a astrofotografia é parte da astronomia amadora, e normalmente é utilizada para gravar imagens que não têm como finalidade única a pesquisa científica.

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Imagens como esta já não surpreendem tanto, mas até o lançamento das missões Apollo, não tinha sido possível ver a Terra inteira do espaço. Acima, a Europa iluminada à noite, em foto feita da Estação Espacial Internacional, em janeiro de 2016
A tecnologia das câmeras e a nossa capacidade de instalá-las em novos locais são fundamentais para conseguir imagens tão incríveis.

Mais alto

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Uma foto escura, em que não se vê nada? Olhe novamente com atenção. O minúsculo pontinho claro é a Terra, a seis bilhões de quilômetros, onde estava a sonda Voyager em 1990. A faixa mais clara sobre o fundo escuro é um raio de luz dispersada
Ver a Terra como um frágil globo azul e branco flutuando no espaço já não surpreende.

Mas foi só depois do lançamento das missões Apollo, nos anos 1960, que a humanidade viu uma foto completa do seu planeta.

Foram os astronautas da Apollo 8 que fizeram o flagrante acima, batizado de o "Nascer da Terra", feito enquanto orbitavam a Lua.

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As auroras de Saturno são parecidas com as terrestres e se elevam a mais de 1,6 milhão de quilômetros acima das nuvens dos pólos do planeta. Partículas carregadas se concentram nos pólos e produzem cor ao interagir com a atmosfera
Mais longe

Costumávamos pensar que Plutão era um mundo frio, escuro e enfadonho. Mas em 2016, a sonda New Horizons mostrou que estávamos errados.

Esta sonda e outras parecidas permitiram que víssemos, pela primeira vez, os locais mais distantes do Sistema Solar.

E o que vimos nos deixou sem fôlego.

A New Horizons mostrou que Plutão é um mundo fascinante de montanhas e vales gelados, e que sua atmosfera é azul como a da Terra.

Mais claro

Possivelmente mais do que qualquer telescópio da história recente, o Hubble transformou a compreensão do nosso lugar no Universo.

Com ele, os astrônomos capturaram o Hubble Deep Field (HDF, na sigla em inglês) ou Campo Profundo do Hubble.

A imagem icônica acima revelou que o espaço profundo está repleto de galáxias.

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O telescópio Hubble fez esta imagem, batizada de HDF, que pela primeira vez mostrou que o espaço profundo é rico em galáxias e nebulosas, que estão a uma distância de dezenas a milhões de anos-luz.
O Hubble também captou imagens dentro dos confins do nosso Sistema Solar.

Mais inteligente

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O Curiosity fez registros de rochas marcianas com formatos intrigantes, que os cientistas atribuem a erosão.
O veículo Curiosity da Nasa revelou a superfície de Marte como nunca se vira antes.

Graças a isso, os cientistas puderam avaliar a chance de haver água na forma líquida - e até vida - na superfície marciana.

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O veículo Curiosity tem revelado detalhes nunca vistos antes da superfície de Marte
Mas o Curiosity não mandou apenas fotografias impressionantes da geografia do Planeta Vermelho.

A imagem acima mostra o solo marciano. Este registro permite que os cientistas estudem a composição do planeta.
 

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