O 'paraíso' pré-histórico revelado por arqueólogos perto de uma das estradas mais movimentadas de Israel

  • Universidade de Tel Aviv via BBC

    Pedras usadas pelo homem na Pré-história estão entre as descobertas feitas no local

    Pedras usadas pelo homem na Pré-história estão entre as descobertas feitas no local

Arqueólogos israelenses descobriram um sítio pré-histórico raro próximo a Tel Aviv, um antigo "paraíso" para caçadores-coletores que viveram 500 mil anos atrás - grupos humanos que viviam à base da caça de animais e coleta de outros alimentos na natureza.

O local, próximo a uma estrada movimentada na cidade de Jaljulia, abrigava centenas de eixos de pedras e outros artefatos pré-históricos.

Especialistas dizem que a área tinha um rio, vegetação e abundância de animais - ou seja, era o local, perfeito para humanos primitivos.

Ran Barkai, chefe de arqueologia da Universidade de Tel Aviv, disse que o espaço foi "incrivelmente preservado".

"Para as pessoas, era como um paraíso. Elas vinham aqui repetidas vezes", contou ele.

"A água trazia pedaços de pedras das montanhas, que eram usados para fazer ferramentas. Ela também atraía animais, que eram então caçados e abatidos aqui. Esse grupo tinha tudo o que as pessoas pré-históricas precisavam."

Universidade de Tel Aviv via BBC
Local, próximo a uma estrada movimentada, foi 'incrivelmente preservado', segundo especialistas

Nova luz sobre o passado

O sítio arqueológico foi encontrado entre Jaljulia e a autoestrada 6, a cerca de cinco metros da superfície. As descobertas indicam que o local foi usado pelos antepassados dos humanos modernos, os chamados Homo erectus - primeira espécie humana a caminhar completamente em pé.

Essa espécie era formada por homens um pouco maiores e mais fortes que os humanos modernos, mas seus cérebros não eram evoluídos.

A Autoridade de Antiguidades de Israel, que realizou a escavação conjunta com a Universidade de Tel Aviv, disse que as descobertas lançam nova luz sobre o período.

"A descoberta é incrível pelo estado de preservação das peças e por suas implicações na nossa compreensão dessa cultura material", disse Maayan Shemer, diretor de escavação da entidade.

"Não há dúvida de que analisar esses achados em profundidade contribuirá grandemente para a compreensão do estilo de vida e comportamento humano durante o período."

Arqueólogos passaram a se dedicar ao local no ano passado, quando a área foi destinada a novas construções.

Universidade de Tel Aviv via BBC
As descobertas estavam 5 metros abaixo da superfície

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