Robô Curiosity utiliza laser em rocha de Marte pela primeira vez

  • Reuters/NASA

    O Curiosity utilizou o laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como ''Coroação''

    O Curiosity utilizou o laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como ''Coroação''

Washington, 19 ago (EFE).- Antes dar início a sua primeira missão de prospecção em Marte, o robô Curiosity utilizou neste domingo pela primeira vez seu raio laser para destruir uma rocha do tamanho de um punho e testar a funcionalidade do aparato.

Segundo a Nasa, o Curiosity utilizou o laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como "Coroação". Neste teste, o robô Curiosity disparou 30 vezes seu laser por um período de 10 segundos.

O objetivo era aquecer a rocha até um ponto que suas moléculas se transformassem em uma bola de fogo (um plasma ionizado, brilhante) para que o telescópio e os três espectrômetros do Curiosity pudessem analisar os elementos que compõe a mesma.

Segundo o investigador principal da ChemCam, Roger Wiens, do Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México (EUA.), a missão conseguiu alcançar um grande espectro de elementos, que já estão sendo analisados.

"Nossa equipe está entusiasmada e trabalhando duro para analisar os resultados obtidos", assinalou Wiens, que destacou que oito anos depois de terem construído o instrumento, agora chegou o momento de analisar seus resultados.

Com esta primeira prova, a equipe queria comprovar como funciona o instrumento e também fazer algumas práticas de disparo, mas, ao mesmo tempo, o teste também seria usado para estudar se houve alguma mudança na composição da rocha à medida que os disparos eram feitos.

A Nasa explica que se os cientistas detectarem que houve mudanças, isso poderia indicar que o pó ou qualquer outro material poderia ter penetrado na rocha e se ocultado sob a superfície.

O diretor adjunto do projeto cientista da ChemCam, Sylvestre Maurice, do Instituto de Pesquisa Astrofísica e dos Planetas (IRAP) em Toulouse (França), também fez questão de ressaltar a nitidez dos sinais recebidos.

"É surpreendente que os dados (recebidos) são inclusive melhor dos que tinham recebido antes, durante as provas na Terra", indicou Maurice, que espera grandes descobrimentos na missão do Curiosity.

"Podemos esperar grandes descobrimentos científicos investigando os milhares de alvos da ChemCam nos próximos dois anos", assegurou o cientista.

O Curiosity++, um robô explorador de uma tonelada, chegou a Marte no último dia 6 de agosto com uma missão de dois anos, a qual percorrerá parte do planeta vermelho para analisar sua composição e determinar se o local possui condições de vida.

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