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Ossos de pênis de 9 mi de anos revelam urso mais antigo do mundo

Em Madri

18/09/2013 20h04

Um grupo de pesquisadores encontrou, no sítio arqueológico de Cerro de los Batallones, em Madri, cinco ossos de pênis de uma espécie de urso pré-histórico que viveu há 9 milhões de anos, o que o torna o mais antigo do planeta.

Segundo o estudo destas peças, que foram descobertas na cidade de Torrejón de Velasco, o comprimento médio do osso do pênis destes ursos pré-históricos (Indarctos artoides) seria de quase 24 centímetros, maior que o das oito espécies de ursos atuais.

Quatro destes báculos - nome que se dá a esse osso, encontrado na maioria dos mamíferos, mas não nos humanos - pertencem a animais adultos e um filhote entre um ano e um ano e meio de idade.

O achado de báculos fósseis é muito raro, não só por serem encontrados na população masculina da espécie, mas também por se tratar de um osso que, em sua morfologia, raramente fossiliza completamente.

A análise destes fósseis, os mais antigos descobertos até agora, dá pistas sobre o comportamento sexual destes ursos. O estudo, que também teve a participação do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), foi divulgado na revista Plos One.

"Nos ursos, o báculo atua como suporte físico durante o acasalamento, e o tamanho do pênis destas espécies poderia ter facilitado um maior tempo de cópula. Isso teria aumentado a efetividade da fecundação", explicou Juan Abella.

"As cópulas longas se dão em espécies cujos encontros sexuais são menos frequentes, o que pode explicar porque as povoações desta espécie de urso estivessem tão fragmentadas", apontou o pesquisador.

Abella disse que esses indivíduos estiveram muito ligados às florestas que crescem em torno dos cursos de água e não poderiam viver em zonas abertas, onde entrariam em concorrência com os grandes tigres de dentes de sabre e com os chamados ursos-cachorro.

Também participaram da pesquisa o Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, o Instituto de Geociências (centro misto do CSIC e da Universidade Complutense), a Faculdade de Ciências Geológicas da Universidade Complutense, o Instituto Cavanilles de Biodiversidade e Biologia Evolutiva e a Universidade de Valência.

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