Universidades do Brasil e da Espanha colocarão nanossatélite em órbita

  • Fábio Pozzebom/Agência Brasil

    O primeiro nanossatélite brasileiro foi construído, em Brasília, pela Agência Espacial Brasileira. O pequeno satélite faz parte do programa Serpens

    O primeiro nanossatélite brasileiro foi construído, em Brasília, pela Agência Espacial Brasileira. O pequeno satélite faz parte do programa Serpens

O satélite em miniatura "CubeSat Serpens", desenvolvido em parceria por universidades do Brasil e da Espanha, passará pelos últimos testes no Japão antes de ser colocado em órbita, afirmaram nesta terça-feira fontes da Agência Espacial Brasileira (AEB) à Agência Efe.

O nanossatélite, construído em parceria pela Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade de Vigo, deve ser lançado a partir da Estação Espacial Internacional no segundo semestre de 2015.

Com esse objetivo no horizonte, o equipamento foi enviado no último sábado ao Japão, onde será submetido a uma última bateria de testes da Agência Aeroespacial de Exploração do Japão (Jaxa).

Pesando menos de 3,5 quilos e com uma estrutura em formato de paralelepípedo, o aparelho foi montado no Laboratório de Integração e Testes (LTU) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em São José dos Campos, no estado de São Paulo.

O pequeno satélite levará a bordo um sistema de transmissão e recepção de mensagens por rádio para estudar suas possibilidades tecnológicas.

O projeto faz parte do Sistema Especial para a Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens), programa que conta com nove pesquisadores, incluindo três estudantes da Universidade de Vigo.

Além da UnB e da Universidade de Vigo, que conta com a experiência do lançamento dos satélites "Xatcobeo" e "Humsat-D", participam do projeto diversas instituições do Brasil, dos Estados Unidos e da Itália.

Os CubeSat são um tipo de satélite em miniatura cuja a massa e dimensões são padronizadas. Eles são controlados a partir de estações de acompanhamento universitárias ou radioamadoras.

O lançamento de nanossatélites tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Em 2012, foram lançados pouco mais de uma dezena. O número aumentou para mais de 100 em 2013, ultrapassando a marca de 200 no ano passado.

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