Astrônomos descobrem "enxame" de objeto de baixa massa em nebulosa de Orión

Berlim, 12 jul (EFE).- Uma equipe de astrônomos descobriu graças a imagens infravermelhas da nebulosa de Órion a inesperada presença de um "enxame" de objetos de baixa massa, o que gera novas dúvidas sobre a história de sua formação estelar.

Segundo explicou o Observatório Europeu do Sul (ISSO) em comunicado, graças ao instrumento HAWK-I, instalado no telescópio VLT (Very Large Telescope) situado no Chile, foi possível "mergulhar" nas profundezas do coração da nebulosa de Órion como nunca tinha sido feito.

As imagens mostram aproximadamente dez vezes mais anãs marrons e objetos isolados de massa planetária do que os conhecidos até agora nessa nebulosa.

Isto sugere que Órion pode ser formando, em proporção, por muitos objetos de baixa massa que outras regiões de formação estelar mais próximas e menos ativas, explica o ISSO.

Como afirmou Amelia Bayo, membro da equipe de investigação, é "muito importante" compreender e conhecer quantos objetos de baixa massa se encontram em Órion para poder limitar as teorias atuais sobre formação estelar.

"Agora somos conscientes de que a maneira como se formam estes objetos de muita baixa massa depende de seu entorno", acrescentou.

Antes desta investigação, publicada na revista "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society", a maior parte dos objetos achados tinham massas de cerca de um quarto da do Sol.

A descoberta de novos objetos com massas muito inferiores sugerem que o número de objetos de tamanho planetário pode ser muito maior do que se pensava.

Embora a tecnologia para observar facilmente estes objetos ainda não exista, o futuro E-ELT (European Extremely Large Telescope, em inglês) do ISSO, que começará suas operações em 2024, está projetado para perseguí-los.

"Com o E-ELT vamos descobrir uma grande quantidade de pequenos planetas do tamanho da Terra", garantiu o investigador principal da equipe, Holger Drass.

A nebulosa de Órion, de cerca de 24 anos luz de tamanho, se encontra na constelação de Órion e desde a Terra é vista como uma mancha confusa graças à radiação ultravioleta das várias estrelas quentes de seu interior, que ao ionizar o gás, brilham intensamente.

Sua importância radica em sua relativa proximidade à Terra, o que faz com que seja utilizada como um laboratório de testes para conhecer o processo e a história da formação estelar e para determinar quantas estrelas de massas diferentes se formam.

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