Descoberta de megaraptor na Patagônia abre novas investigações

Washington, 20 jul (EFE).- Uma equipe de pesquisadores descobriu uma nova espécie de dinossauro megaraptor na Patagônia argentina que poderia ajudar a discernir as origens evolutivas de sua espécie, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

A região patagônica da Argentina demonstrou previamente ser rica em fósseis da época do Cretáceo Tardio, incluindo um número de megaraptors, pertencentes a um clado - ramificação genética - cuja dieta carnívora deu origem a seu nome, que significa "ladrões gigantes".

O esqueleto parcial de um dinossauro megaraptor fossilizado analisado neste estudo foi descoberto em Sierra Barrosa, no noroeste da Patagônia, e constitui um dos mais completos já encontrados, com uma caixa craniana intacta.

Com as características únicas do crânio, o dinossauro, ao qual chamaram de Murusraptor barrosaensis, é uma nova espécie no clado megaraptor.

Embora compartilhe muitas características com outros espécies próximas, o Musuraptor tem traços faciais distintivos não vistos anteriormente entre os megaraptors, assim como ossos do quadril com uma forma incomum.

Apesar da análise filogenética não ter conseguido determinar com clareza as relações evolutivas, os autores assinalam que estes fósseis proporcionam nova informação anatômica que poderia ajudar a resolver os debates atuais quanto a se os megaraptors são um táxon da família Allosauroidea ou da Coelurosauria.

"Um novo dinossauro carnívoro, o Murusraptor barrosaensis, foi descoberto em rochas de 80 milhões de anos na Patagônia. Embora incompletos, os ossos magnificamente conservados de Murusraptor revelam informação desconhecida sobre a anatomia do esqueleto dos megaraptors, um grupo altamente especializado de predadores mesozoicos", explicou o autor principal do estudo, Rodolfo Coria.

"Esta é uma amostra maravilhosa de um clado muito enigmático de grandes dinossauros", disse Philip Currie, professor da Universidade de Alberta (Canadá) e também um dos diretores da pesquisa.

"Como temos a maior parte do esqueleto em uma só entidade, realmente ajuda a consolidar (os estudos sobre) sua relação com outros animais", acrescentou.

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