OPAS se prepara para possível aumento do cólera no Haiti após "Matthew"

Washington, 6 out (EFE).- A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) prepara-se para um possível aumento do cólera no Haiti após a passagem do furacão "Matthew" e enviou analistas às áreas afetadas nesse país, Bahamas, Cuba e Jamaica.

A OPAS teme um aumento dos casos de cólera no Haiti, onde neste ano já foram registrados mais de 28.500, devido ao impacto das grandes inundações na infraestrutura de água e saneamento e durante a época de chuvas que dura até o início de 2017.

Em comunicado, a organização explicou que está apoiando o Ministério da Saúde do Haiti para melhorar a vigilância e identificação de áreas de alto risco de surtos de cólera.

São áreas que, em geral, têm pouco acesso à água e saneamento e onde há "altas taxas de ataque e de letalidade" por cólera.

A partir desta semana, a OPAS enviará epidemiologistas de campo com experiência em cólera para rastrear e controlar os surtos.

O passo seguinte será o fortalecimento das redes de alerta e resposta perante o cólera que estão ativas desde 2010, com epidemiologistas e coordenadores de campo em áreas prioritárias integrados nas equipes de resposta da organização.

Desde outubro de 2010, após o devastador terremoto de janeiro desse ano, o Haiti registrou mais de 790.000 casos de cólera e mais de 9.300 mortes.

Neste ano, o Ministério da Saúde ativou alertas vermelhos de cólera para 12 municípios em quatro departamentos com múltiplos surtos localizados.

A OPAS está apoiando atividades técnicas no Haiti, Jamaica, Cuba e Bahamas após a passagem do furacão "Matthew".

No Haiti, nove dos 15 maiores hospitais do país seguem funcionando; cinco estão incomunicáveis, por telefone ou rádio; e um, o Hospital Les Cayes no departamento Sul, foi evacuado e seus pacientes foram transferidos a outro hospital, segundo o Departamento de Emergências de Saúde da OPAS.

Pelo menos 108 pessoas morreram no Haiti, segundo o governo, mais de 10.000 pessoas se encontram em refúgios e o acesso a três departamentos é difícil devido ao colapso de pontes.

"Matthew" se reforçou hoje com ventos máximos de 220 km/h enquanto se aproximava da costa sudeste da Flórida, segundo informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O presidente americano, Barack Obama, assinou hoje uma declaração de emergência para o estado da Flórida perante a ameaça do furacão, de categoria 4 e "extremamente perigoso".

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