Orbitador TGO da missão ExoMars se separa do módulo de descida Schiaparelli

Frankfurt (Alemanha), 16 out (EFE).- O orbitador TGO (Trace Gas Orbiter ou Orbitador para Traços de Gás, em português) se separou neste domingo do módulo de descida Schiaparelli, três dias antes de chegar à atmosfera de Marte, a uma distância de 900 mil quilômetros do Planeta Vermelho e depois que ambos viajaram juntos desde março com parte da missão ExoMars.

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) informou desde Darmstadt, na Alemanha, onde fica seu centro de controle de operações, que a separação aconteceu hoje às 14h42 GMT (12h42 de Brasília).

O diretor de voo da ESA, Michel Denis, confirmou posteriormente que a separação foi bem-sucedida.

O sinal do orbitador demorou nove minutos e 36 segundos para chegar à Terra.

Este projeto da ESA e da agência espacial russa Roscosmos tem como objetivo buscar vida na superfície de Marte, de tipo bacteriano.

O projeto tem duas missões: a primeira foi o lançamento da sonda ExoMars em 14 de março e a segunda será a aterrissagem de um rover em 2021.

A ExoMars leva a bordo o satélite científico TGO e o módulo de entrada, descida e aterrissagem Schiaparelli.

Schiaparelli se dirige agora para Marte em modo de hibernação para reduzir seu consumo de eletricidade e será ativado poucas horas antes de entrar na atmosfera, a uma altitude de 122,5 quilômetros e uma velocidade de aproximadamente 21 mil km/h.

Em 19 de outubro, a ExoMars entrará na órbita do Planeta Vermelho e a ESA retransmitirá as manobras desde Darmstadt.

Schiaparelli levará seis minutos até chegar à superfície de Marte para demonstrar tecnologias de descida e aterrissagem, especialmente a capacidade para controlar sua orientação e velocidade no contato com a superfície, o que servirá para missões futuras.

O módulo testará durante a entrada um escudo térmico, que é mais grosso caso a mesma ocorra durante uma tempestade de areia, um paraquedas supersônico de 12 metros de diâmetro e sistemas de comando, navegação e controle, assim como uma estrutura deformável para fixá-lo no solo, segundo a ESA.

Uma vez na superfície de Marte, Schiaparelli poderá funcionar entre dois e oito sóis, nome dado aos dias em Marte (um dia marciano é de 24 horas e 37 minutos), dependendo da duração das baterias.

O custo das duas missões é de aproximadamente 1,3 bilhões de euros, mas a ESA necessita de mais recursos, que serão solicitados na próxima conferência ministerial, que será realizada em dezembro deste ano na Suíça, segundo o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial.

A cooperação científica e tecnológica europeia e russa tem uma relevância política significativa em um momento em que as tensões entre Europa e Rússia aumentaram pela crise na Ucrânia e pela intervenção de Moscou no conflito sírio.

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