Portugueses desenvolvem técnica para coibir contrabando de armamento nuclear

Guarda (Portugal), 9 fev (EFE).- Um grupo de pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal, desenvolveu uma nova técnica, mais eficaz que a que existe atualmente, para detectar nêutrons térmicos e combater assim o contrabando de material radioativo e armamento nuclear.

A iniciativa é obra dos cientistas portugueses Fernando Amaro, Cristina Monteiro e Joaquim Santos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra.

Estes especialistas comprovaram que a detecção dos nêutrons térmicos pode ser mais eficaz a partir do uso do boro, ao invés dos sistemas atuais baseados em gás hélio, já que as reservas de hélio-3 são muito reduzidas no planeta, segundo o estudo.

Por isso, o grupo de cientistas buscou alternativas com o uso de materiais sólidos, ao invés de um gás, para a detecção de nêutrons térmicos como ferramenta que permita combater esse tipo de contrabando nas regiões fronteiriças.

Assim, no trabalho desenvolvido foram substituídos os átomos de hélio-3 por "nanopartículas" de boro (isótopo boro-10), outro material capaz de detectar os nêutrons térmicos.

Para tornar esta técnica mais eficaz, o grupo de cientistas portugueses produziu um gás artificial, criando uma mistura entre as "nanopartículas" de boro e gás comum, que é capaz de detectar os nêutrons.

Segundo Fernando Amaro, "trata-se de uma técnica inovadora e eficaz, com grande potencial para revolucionar a detecção de nêutrons".

Os resultados do estudo, que contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto Paul Scherrer, da Suíça, foram publicadas nesta quinta-feira na revista internacional "Scientific Reports". EFE

cgg/rpr

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