Cientistas afirmam ter descoberto os mais antigos fósseis do Homo sapiens

Rabat, 8 jun (EFE).- Um grupo de cientistas descobriu no Marrocos aqueles que alegam ser os fósseis mais antigos do Homo sapiens, segundo um estudo revelado nesta quarta-feira pela revista "Nature", que aponta que eles teriam cerca de 300 mil anos, 100 mil a mais do que os restos mortais detentores da marca, encontrados em Omo Kibish, na Etiópia, em 1967.

A descoberta, feita em um sítio arqueológico chamado Jebel Irhoud, a 150 quilômetros a oeste de Marrakech, indica uma mudança no que se sabia sobre a origem da espécie humana, mas segundo a revista confirma que o Homo sapiens esteve presente em todo o continente africano.

O trabalho científico foi coordenado pelo paleoantropólogo francês Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropología Evolutiva de Leipzig (Alemanha).

Até o momento, nenhuma outra fonte fez alusão a esta descoberta no Marrocos, um país rico em fósseis que são alvos frequente de pilhagem e exploração incontrolada.

Um resto de crânio encontrado em Jebel Irhoud apresenta "um mosaico de características, incluindo morfologia facial, mandibular e dental que alinha esse material com restos humanos primitivos ou considerados anatomicamente modernos".

Jebel Irhoud é uma jazida paleontológica descoberta em 1991 e que revelou importantes descobertas de fósseis humanos, particularmente os restos de um Homo sapiens de oito anos de idade e que datavam de 160.000 anos atrás.

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