Missão científica chega à Estação Espacial Internacional

Baikonur (Cazaquistão), 28 jul (EFE).- Uma nova missão chegou nesta sexta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), seis horas após decolar da base de Baikonur, no Cazaquistão, com três astronautas que viajaram a bordo da nave russa Soyuz MS-05.

O acoplamento entre a nave e plataforma orbital foi realizado sem complicações às 18h54 (horário de Brasília), de acordo com a Nasa, com seis minutos de antecedência em relação ao horário inicialmente previsto.

A nave decolou às 12h41 (horário de Brasília) da rampa Nº1 do cosmódromo cazaque, a mesma da qual partiu Yuri Gagarin, o primeiro homem a voar ao espaço, há 56 anos.

O chefe da agência espacial russa Roscosmos, Igor Komarov, declarou pouco após a decolagem que "todos os sistemas da nave" - baterias solares, antenas - funcionavam "com normalidade".

A bordo voavam o astronauta russo Serguei Riazanski, o americano Randolph Bresnik e o italiano Paolo Nespoli, da Agência Espacial Europeia, todos com experiência em voos espaciais.

Esta foi a segunda vez que uma nave Soyuz MS, a quinta de sua série, se acoplou à ISS segundo um esquema de voo resumido, já que as três anteriores foram feitas após dois dias de voo autônomo.

Após o acoplamento, está previsto que os astronautas abram as comportas e se encontrem com os três tripulantes da ISS às 23h40 (horário de Brasília).

Os tripulantes da Soyuz, que permanecerão na estação durante 139 dias, serão recebidos pelo atronauta russo Fiodor Yurchijin, atual comandante, e pelos americanos Jack Fischer e Peggy Whitson.

Como é habitual, as Forças Aeroespaciais da Rússia mobilizaram vários aviões e helicópteros na zona de decolagem, com a missão de garantir a segurança do lançamento.

O programa russo na ISS inclui para esta expedição uma saída ao espaço sideral, que acontecerá no dia 17 agosto, segundo informou às vésperas do voo Riazanski, comandante da expedição.

"Trata-se de uma atividade fundamentalmente científica. Não faremos trabalhos de reparação", disse o astronauta, que tem no currículo três "caminhadas espaciais" e que em 2013 bateu, com um tempo de oito horas e sete minutos, o recorde de permanência no espaço sideral.

Riazanski acrescentou que Yurchijin, seu companheiro de caminhada, submeterá a uma série de testes um novo modelo da vestimenta, dotada de um sistema automático de termorregulação.

No total, o programa científico da expedição inclui um total de 300 experimentos, e 50 deles serão realizados pelos dois astronautas russos. Entre os novos testes científicos, Rianzanski mencionou o do registro do nível de tolerância à dor e ao calor.

"Parte dos experimentos se basearão no estudo dos músculos e tendões. Também está previsto o experimento Earthkam, que consiste em fotografar em alta resolução a superfície da Terra a pedido de instituições de ensino", explicou.

Mas o experimento mais importante "é o próprio voo espacial", disse o astronauta russo, que levava a bordo como talismã pessoal um gnomo tecido, escolhido por decisão familiar.

"O meu talismã em um gnomo. Randy (Bresnik) tem um pequeno urso americano, e Paolo Nespoli leva um pequeno Transformer italiano", disse o capitão da missão.

A ISS é um projeto de mais de US$ 150 bilhões que conta com a participação de 16 países, é integrado atualmente por 14 módulos permanentes e que orbita a uma velocidade de mais de 27 mil quilômetros por hora a uma distância de 400 quilômetros da Terra. EFE

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(foto) (vídeo)

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