Aquecimento global prejudicará 79% das espécies do oceano Antártico

Londres, 4 set (EFE).- O aquecimento global prejudicará 79% das espécies do fundo marítimo antártico até o final do século, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista científica britânica "Nature Climate Change".

Após o estudo de 900 espécies de invertebrados que vivem próximo da Antártida, uma equipe do instituto British Antartic Survey determinou que a maioria sofrerá uma importante redução do habitat devido ao aquecimento do planeta.

Segundo os pesquisadores, tal perda de fauna na região trará importantes mudanças na gestão e distribuição dos recursos.

Os prognósticos ambientais determinam que para 2099 a região se aquecerá em média 0,4 grau, o que significa que muitas espécies únicas na Antártida mudarão sua localização em busca de ambientes mais frios.

No entanto, o estudo aponta que este aumento da temperatura previsto não será suficiente para que "espécies de outros continentes invadam ou colonizem a Antártida".

O autor principal do estudo, Huw Griffiths, apontou que "enquanto algumas espécies podem prosperar, pelo menos durante as primeiras décadas de aquecimento, o futuro de toda uma gama de invertebrados como as estrelas de mar é sombrio".

A razão é que "estas espécies não têm onde nadar ou se esconder no que já é o oceano mais frio e meridional do mundo".

O oceanógrafo Andrew Meijers apontou que "as águas ao redor da Antártida estão isoladas, são profundas e muito frias, mas não estão além do alcance da mudança climática".

Meijers disse que inclusive algumas áreas do fundo marítimo antártico podem se aquecer em até 2 graus nos próximos cem anos, o que "terá consequências dramáticas para a futura biodiversidade da região".

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