Começa limpeza radioativa em cidade que abriga usina de Fukushima

Tóquio, 25 dez (EFE).- A cidade de Futaba, um dos dois municípios que abrigam a usina de Fukushima, começa nesta segunda-feira sua descontaminação nuclear, para que possa ser habitada novamente em 2022, 11 anos depois da catástrofe.

Os trabalhos de limpeza começaram nas áreas poluídas por substâncias radioativas, após o acidente nuclear desencadeado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011, que obrigou a evacuação da cidade e a proibição das visitas à região, informaram as autoridades locais.

O plano de descontaminação faz parte de um projeto do governo do Japão, com o objetivo de que estas áreas possam voltar a ser habitadas, que incluirá também o desenvolvimento de infraestruturas na região, mas empresa responsável pela central, a Tokyo Electric Power Company, financiará a limpeza.

"Sentir que a reconstrução progride ajudará a estimular a motivação das pessoas da cidade para retornar", afirma o prefeito de Futaba, Shiro Izawa, em declarações recolhidas pela agência japonesa "Kyodo".

Futaba e Okuba são os dois municípios que hospedam a central de Fukushima Daiichi, e a população de ambas - 6.093 pessoas no caso da primeira - teve que ser evacuada por completo após o desastre nuclear.

Atualmente, Futaba é considerada uma área de "difícil retorno", por isso nenhum de seus habitantes pôde voltar para casa e somente 4% da cidade está aberta a visitas.

Por enquanto, foi iniciada a eliminação da camada superior do solo perto da estação ferroviária de Futaba, bem como o corte da grama nas ruas e a demolição de cerca de 60 casas e instalações públicas na cidade, sob a supervisão do Ministério do Meio Ambiente.

Espera-se que Futaba volte a ser habitável em 2022, quando o governo japonês planeja retirar a ordem de evacuação, enquanto que em 2020 os trens poderão retomar as operações nessa linha.

Depois do acidente nuclear foi estabelecida uma área de segurança que tem sido reduzida gradualmente, permitindo que os residentes voltem a suas casas, embora a maioria tenha preferido não fazê-lo, dada a escassez de serviços e o medo da radioatividade, entre outros motivos.

As emissões e vazamentos radioativos que resultaram do desastre na central de Fukushima Daiichi ainda mantêm evacuadas milhares de pessoas que viviam próximo da usina e afetaram negativamente a agricultura, pecuária e pesca local.

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