Cientistas ajustam "Relógio do Juízo Final" para 2 minutos para o apocalipse

Washington, 25 jan (EFE).- Um grupo de cientistas dos Estados Unidos ajustou em 30 segundos o "Relógio do Juízo Final" ('Doomsday Clock', em inglês) e colocou o ponteiro em 23h58, um gesto que representa o aumento das possibilidades de a humanidade chegar a sua destruição total.

O anúncio foi realizado nesta quinta-feira em Washington por Rachel Bronson, diretora do Comitê do Boletim de Cientistas Atômicos, um grupo de líderes políticos e cientistas que estudam os perigos das ameaças nucleares, das armas de destruição em massa, da mudança climática e das armas biológicas.

"É preocupante que, a partir de hoje, adiantemos o 'Doomsday Clock'", disse Rachel, que em seguida anunciou: "(O relógio) marca apenas dois minutos para a meia-noite".

Em 1947, o Comitê do Boletim de Cientistas Atômicos criou o "Relógio do Juízo Final", um símbolo apocalíptico que nasceu no contexto da corrida nucelar que se materializou em agosto de 1945 com as bombas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Quando começou, o ponteiro do relógio, uma metáfora visual do perigo de uma destruição deliberada do planeta, marcava sete minutos para a meia-noite.

Em 1949, com o primeiro teste nuclear da União Soviética, os ponteiros começaram a ser adiantados para o ponto final.

Desde então, o relógio foi "acertado" em mais de 20 ocasiões, com margens entre 2 a 17 minutos para a meia-noite, segundo a situação da proliferação nuclear durante e depois da Guerra Fria.

Normalmente, os cientistas ajustavam os ponteiros do relógio com minutos completos, mas, em 2017, após o triunfo de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA, surpreenderam ao acertarem o relógio em 30 segundos, marcando dois minutos e meio para a meia-noite.

Hoje, o relógio voltou a ser "acertado" em 30 segundos e o comitê argumentou que o mundo está mais perto do apocalipse pelo fracasso de Trump e de outros líderes mundiais em alcançar um acordo sobre temas cruciais como a mudança climática e a proliferação nuclear. EFE

bpm-jpb/rpr

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