Trump descarta substituir procurador-geral por responsável de Meio Ambiente

Washington, 6 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disparou nesta sexta-feira contra os meios de comunicação por informarem que o líder planejava substituir o procurador-geral, Jeff Sessions, pelo responsável de Meio Ambiente, Scott Pruitt, que está sendo investigado por conflitos éticos.

"Vocês acreditam que os veículos de imprensa de Notícias Falsas estão insistindo fortemente em uma história de que vou substituir o procurador-geral, Jeff Sessions, pelo chefe da EPA (Agência de Proteção Meio ambiental), Scott Pruitt?", afirmou o líder.

Nesta linha, argumentou que Pruitt "está fazendo um bom trabalho, mas está TOTALMENTE sob assédio" e voltou a questionar o trabalho dos veículos de imprensa. "É sério que o povo acredita nisso? Muitos veículos de imprensa são desonestos e corruptos".

Segundo a emissora "CNN", o próprio presidente tinha pensado em Pruitt esta semana - apesar das informações em torno de sua pessoa - como candidato a suceder Sessions, que foi criticado em múltiplas ocasiões pela sua atuação com relação à trama russa.

As palavras de Donald Trump foram ditas depois de múltiplas informações publicadas na última semana sobre as práticas do titular da EPA, entre elas o aluguel abaixo do preço de mercado de um apartamento perto do Capitólio cuja propriedade está vinculada a um grupo de pressão do setor de combustíveis.

Na quinta-feira, Trump elogiou o trabalho de Pruitt e disse que confiava nele, mas ressaltou que estudaria o caso e tomaria uma decisão sobre seu futuro depois de analisar a situação.

"Tenho que olhas as informações... Tomarei a decisão. Mas é um bom homem, fez um trabalho tremendo. Mas olharei", afirmou perante os jornalistas.

Além disso, a porta-voz presidencial, Sarah Sanders, confirmou previamente que a Casa Branca está investigando as práticas de Pruitt.

Esta investigação se soma ao procedimento de revisão aberto agora pelo inspetor geral da EPA, um cargo independente que procura garantir a ética da agência, sobre o mesmo aluguel, segundo informou o jornal "Político".

As pesquisas sobre a propriedade, cuja dona é a esposa do presidente de um grupo de pressão da indústria de combustíveis fósseis, abrem a porta ao que seria a quarta investigação na agência sobre as condutas do ex-procurador-geral de Oklahoma, estado no qual desenvolveu sua vida política.

Pruitt já tinha sido envolvido em outras práticas polêmicas, entre as quais estão incluídas viagens de primeira classe e em aeronaves militares, frequentes deslocamentos ao seu estado de residência e controversas obras em seu escritório.

Nos últimos dias, alguns veículos de imprensa locais também informaram que o chefe de Meio Ambiente de Trump tinha tratado de aumentar o salário de dois altos cargos da agência, mas perante a recusa da Casa Branca, tinha utilizado os resquícios de uma lei sobre água potável para realizar aumentos de 52% e 33%, algo que o funcionário disse desconhecer.

Pruitt disse em entrevista à "Fox News" desconhecer estes aumentos salariais e anunciou que os reverteria.

Nesta linha, veículos de imprensa americanos informaram que pelo menos cinco oficiais da EPA tinham sido realocados no posto de trabalho durante o último ano após ter questionado a gestão da agência.

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