Astrônomos captam imagem mais detalhada da Nebulosa de Tarântula

Berlim, 30 mai (EFE).- Um grupo de astrônomos europeus obteve a imagem mais nítida até o momento da Nebulosa de Tarântula, uma paisagem cósmica repleta de aglomerados de estrelas, nuvens brilhantes de gás e resquício de supernova na Grande Nuvem de Magalhães, a 160 mil anos luz de distância do planeta Terra.

Segundo informou nesta quarta-feira em comunicado o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), o telescópio de rastreamento VST instalado em seu observatório no Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, conseguiu captar com detalhe a nebulosa, que representa a região estelar mais brilhante e energética das 50 galáxias mais próximas da Via Láctea, o chamado Grupo Local.

A imagem permite definir o formato da Tarântula, uma formação estelar que se estende por mais de 1000 anos de luz dentro da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias mais próximas da Via Láctea, e que tem como centro o gigantesco e jovem aglomerado estelar NGC 2070.

O astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille foi o primeiro a registrar o brilhante resplendor da Nebulosa de Tarântula, em 1751, da qual agora podem ser mapeados elementos como o NGC 2070, que dá nome a uma região que contém algumas das estrelas mais massivas e luminosas já detectadas até o momento.

Parte desta nebulosa é o chamado "Cavalo Marinho", uma "gigantesca estrutura de poeira escura" com uma extensão de aproximadamente 20 anos luz e que os astrônomos preveem que desaparecerá no próximo milhão de anos como consequência da luz e dos ventos emitidos por estrelas em formação.

O telescópio conseguiu mapear também o antigo aglomerado de estrelas Hodge 301, onde calcula-se que pelo menos 40 estrelas explodiram como supernovas, liberando grande quantidade de gás na região.

Outros elementos captados na imagem são a superbolha SNR N157B, um remanescente de supernova, e a famosa SN 1987A, a primeira supernova captada com telescópios modernos (em 1987) e uma das mais brilhantes desde a supernova observada por Johannes Kepler em 1604, ao brilhar com a potência de 100 milhões de sóis durante vários meses.

A captação desta imagem tão nítida foi possível através do uso da câmera de 256 megapixels OmegaCAM e de seus filtros, entre eles um projetado com o objetivo de isolar o brilho vermelho do hidrogênio ionizado.

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