Carolina do Norte e Carolina do Sul se preparam para pior furacão em 60 anos

Jose Miguel Pascual Labrador.

Tryon (EUA), 12 set (EFE).- Os moradores da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, aceleram os preparativos para fazer frente ao devastador furacão Florence, que, com ventos de mais de 200 km/h e fortes chuvas, ameaça ser o mais devastador da região nos últimos 60 anos.

Enquanto milhares de pessoas aproveitam as últimas horas de estradas abertas para fugir dos efeitos do ciclone, as que decidiram ficar protegem seus imóveis com tábuas e fazem estoque de água e alimentos. As filas de postos de gasolina e supermercados são longas.

Hoje, as autoridades insistiram na importância de que os habitantes da Carolina do Norte e da Carolina do Sul se preparem para a chegada de Florence, tempestade que foi classificada como "monstruosa" e que chegará no fim da sexta-feira ao litoral leste dos Estados Unidos.

Os que moram mais perto do litoral são mais ameaçados e os que mais estão procurando abrigo no interior ou em outros estados, após a ordem de evacuação forçada das autoridades, que atinge mais de 1,5 milhão de pessoas.

A situação é mais tranquila nas cidades do interior do estado, como Tyron, onde acontecem os Jogos Equestres Mundiais, que não tiveram a programação alterada.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) qualificou a tempestade como "extremamente perigosa". Ela terá força 3, de acordo com a escala de furacões de Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5, e ocasionará ressacas ciclônicas e fortes chuvas, com ventos máximos constantes de 215 km/h.

O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, alertou que Florence é "uma tempestade mortal" e que a população pode ficar sem energia elétrica por vários dias. Esta situação levou a imprensa local a publicar dicas de como carregar celulares com sistemas de baixa voltagem e as principais medidas para estar a salvo.

"O desastre está na nossa porta e vai entrar", afirmou o governador, insistindo que as pessoas que moram no litoral ainda podem sair.

Nas últimas horas, os meteorologistas ajustaram a provável trajetória do ciclone, e, atualmente, consideram que existe o risco de que toque o solo muito lentamente, o que poderia ocasionar mais danos do que o previsto.

A precisão é de que o furacão adote uma trajetória para o sul e para o centro da Carolina do Sul, à medida que vá perdendo força.

Além de Florence, que segundo a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) "pode ser a tempestade mais perigosa da história das Carolinas", Helene permanece ativa no Oceano Atlântico, mas esta parece ter deixado de ser uma ameaça.

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