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Empresa aberta para criar colônia humana em Marte se declara em falência

2019-02-12T16:00:00

12/02/2019 16h00

Genebra, 12 fev (EFE).- A empresa holandesa Mars One, constituída com o objetivo de criar uma futura colônia humana em Marte, se declarou em processo de falência, informou nesta terça-feira a companhia através de um comunicado.

A empresa entrou com um processo de falência no Tribunal de Apelações da cidade de Basileia, na Suíça, onde está sediada.

Em seu comunicado, a empresa explica que a parte da companhia (Mars One Foundation) dedicada às atividades sem fins lucrativos não será afetada pelo processo de falência, nem seu projeto de viajar para o planeta vermelho.

A parte afetada, Mars One Ventures, suspendeu sua cotação na Bolsa de Frankfurt (Alemanha) em 2017, acusada de não cumprir com os regulamentos deste mercado de valores quando aumentou o número de suas ações.

A empresa reconheceu hoje que acumula uma dívida de 1,1 milhão de francos suíços (pouco mais de US$ 1 milhão) e expressou sua intenção de conseguir um acordo com seus credores para fazer frente aos encargos.

A Mars One afirmou que continuará os contatos com distintas companhias e organizações a fim de seguir preparando a viagem para Marte, embora se concentre principalmente em sua divulgação ao público.

Desde a sua criação em 2011, a empresa, que é pequena em tamanho, nunca esteve ligada ao setor aeroespacial, mas sim à comunicação e ao marketing, principalmente desenvolvendo e vendendo documentários sobre a seleção de futuros viajantes para Marte e sua passagem por programas de treinamento e colonização.

A empresa foi criada pelo engenheiro Bas Lansdorp, que abriu um processo de seleção em 2013, aberto a todo o mundo que quisesse viajar para Marte e ao qual se apresentaram 200 mil pessoas, inclusive quando não estava garantido o retorno dos escolhidos à Terra uma vez que chegassem ao planeta vermelho.

A Mars One tem um mês para reverter o processo de falência declarado diante do tribunal suíço, que foi iniciado em 5 de fevereiro. EFE