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Plástico acumulado no Atlântico Norte se multiplicou por dez a partir de 2000

2019-04-16T14:42:00

16/04/2019 14h42

Londres, 16 abr (EFE).- O plástico acumulado no Oceano Atlântico Norte e nos mares adjacentes se multiplicou por dez a partir de 2000, segundo estudo publicado nesta terça-feira pela revista "Nature".

A pesquisa, liderada por Clare Ostle, da Marine Biological Association, do Reino Unido, conseguiu dados do acúmulo do material utilizando os registros de emaranhados de objetos fabricados com plástico em um instrumento de amostragem marinha chamado de coletor contínuo de plâncton (CPR).

Ostle solicitou informações de 1957 até 2016, o que torna o estudo em um dos primeiros a acompanhar a quantidade de plástico no oceano, apesar de a utilização do material ter crescido de forma exponencial depois da década de 1950.

O CPR foi rebocado por mais de 6,5 milhões de milhas náuticas no Atlântico Norte e nas águas adjacentes.

Usando os registros de quando os plásticos se emaranharam nesse instrumento, Ostle e os seus companheiros puderam documentar as mudanças na quantidade de produtos acumulados em 59 anos.

A partir disto, concluíram que o acúmulo de plástico no oceano aberto aumentou dez vezes de 2000 em diante.

Além disso, descobriram que os emaranhados de plástico relacionados com a pesca, como as redes, contribuíram de forma mais significativa ao aumento observado nas últimas duas décadas. EFE

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